domingo, 23 de novembro de 2025

Onde o tempo parou para nós dois


O tempo desacelerou. Longe da pressa da cidade, o campo nos recebeu com seus silêncios cheios de significado. O céu parecia mais azul, o vento mais gentil, e cada detalhe do cheiro da terra molhada ao canto dos pássaros parecia conspirar a favor da paz.

Estávamos só nós dois. Sem notificações, sem compromissos, sem distrações. Apenas a presença, o olhar, o toque leve e os sorrisos que surgiam sem esforço. Caminhamos por trilhas cercadas de verde, colhemos frutas direto do pé, e rimos como se o mundo tivesse esquecido de nos cobrar qualquer coisa.

À noite, o céu estrelado nos envolveu como um cobertor silencioso. Falamos sobre sonhos, sobre o que fomos e o que ainda queremos ser. E ali, entre uma taça de vinho e o som distante de grilos, entendi que felicidade mora nas coisas simples e que ela se multiplica quando compartilhada com quem nos faz sentir em casa, mesmo longe de tudo.
Foi só um final de semana. Mas foi inteiro. Foi leve. Foi nosso.




Há momentos que não precisam de legenda. Só de silêncio, céu aberto e calor humano.

Depois de semanas corridas, decidimos fugir. Não para longe, mas para perto do que realmente importa. O campo nos recebeu com sua calma ancestral, e ali, entre o cheiro da terra e o crepitar da fogueira, reencontramos o que a rotina quase nos fez esquecer: o prazer da presença, o valor do tempo compartilhado, o amor que se acende mesmo quando tudo parece escuro.

Este post é sobre isso. Sobre um final de semana que não foi apenas descanso, foi cura. Foi abraço. Foi verdade.


Férias chegando e o mundo lá fora nos aguardando...

Vídeo e Imagem feitos em Itariri - SP em 22/11/2025
 

Ideologia política no Brasil: entre discursos, conflitos e fragilidades.

A ideologia política no Brasil ocupa um espaço central na organização da sociedade, mas também revela uma série de dificuldades que impactam diretamente a relação entre eleitores e partidos. Embora, em teoria, as ideologias sirvam como guias para compreender projetos de país e orientar políticas públicas, na prática brasileira elas frequentemente se tornam instrumentos de polarização, manipulação e desconfiança.
Um dos principais problemas é a fragilidade dos partidos políticos. Muitas siglas carecem de identidade ideológica consistente, mudando de posicionamento conforme alianças temporárias, interesses eleitorais ou circunstâncias regionais. Isso gera confusão entre os cidadãos, que têm dificuldade de identificar valores e propostas reais de cada partido. Em vez de funcionarem como instituições estáveis, muitos acabam se comportando como blocos eleitorais momentâneos, afastando o eleitorado e prejudicando a formação de uma cultura política sólida.
Entre os eleitores, a polarização crescente também traz consequências negativas. Boa parte do debate político se transforma em disputas emocionais, em que rótulos como “direita”, “esquerda” ou “centro” são usados para simplificar realidades complexas, muitas vezes sem compreensão profunda de seus significados. Essa superficialização do discurso estimula conflitos, fake news e intolerância, substituindo o diálogo democrático por hostilidade e desinformação.
Outro aspecto preocupante é o distanciamento entre expectativas populares e práticas políticas. Muitos cidadãos se sentem representados por ideias, mas não pelos partidos que deveriam defendê-las. Isso amplia a descrença na política institucional, fortalece discursos antidemocráticos e alimenta a sensação de que “todos os políticos são iguais”, mesmo quando existem diferenças reais entre programas e agendas.
Há também a influência das redes sociais, que, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso à informação, intensificam bolhas ideológicas e discursos extremados. As plataformas acabam reforçando percepções distorcidas, facilitando a circulação de conteúdos manipulados e tornando o ambiente político ainda mais tenso.
Em síntese, o cenário político brasileiro revela uma tensão constante entre ideologias, partidos e eleitores. A ausência de clareza programática, aliada à polarização afetiva e à desinformação, gera múltiplas situações negativas que fragilizam o debate público e a confiança na democracia. Superar essas questões exige educação política, fortalecimento institucional e disposição para o diálogo elementos essenciais para construir um ambiente político saudável, plural e verdadeiramente representativo.