O tempo desacelerou. Longe da pressa da cidade, o campo nos recebeu com seus silêncios cheios de significado. O céu parecia mais azul, o vento mais gentil, e cada detalhe do cheiro da terra molhada ao canto dos pássaros parecia conspirar a favor da paz.
Estávamos só nós dois. Sem notificações, sem compromissos, sem distrações. Apenas a presença, o olhar, o toque leve e os sorrisos que surgiam sem esforço. Caminhamos por trilhas cercadas de verde, colhemos frutas direto do pé, e rimos como se o mundo tivesse esquecido de nos cobrar qualquer coisa.
À noite, o céu estrelado nos envolveu como um cobertor silencioso. Falamos sobre sonhos, sobre o que fomos e o que ainda queremos ser. E ali, entre uma taça de vinho e o som distante de grilos, entendi que felicidade mora nas coisas simples e que ela se multiplica quando compartilhada com quem nos faz sentir em casa, mesmo longe de tudo.
Foi só um final de semana. Mas foi inteiro. Foi leve. Foi nosso.
Há momentos que não precisam de legenda. Só de silêncio, céu aberto e calor humano.
Depois de semanas corridas, decidimos fugir. Não para longe, mas para perto do que realmente importa. O campo nos recebeu com sua calma ancestral, e ali, entre o cheiro da terra e o crepitar da fogueira, reencontramos o que a rotina quase nos fez esquecer: o prazer da presença, o valor do tempo compartilhado, o amor que se acende mesmo quando tudo parece escuro.
Este post é sobre isso. Sobre um final de semana que não foi apenas descanso, foi cura. Foi abraço. Foi verdade.
Férias chegando e o mundo lá fora nos aguardando...
Vídeo e Imagem feitos em Itariri - SP em 22/11/2025
