Introdução
Carrego essas palavras como um sussurro íntimo, um pedido silencioso ao meu próprio coração. Durante muito tempo, aceitei dores que não merecia, me calei diante de situações que me feriam e me coloquei em lugares que apagavam minha essência. Hoje, ao olhar para trás, percebo que cada escolha, ainda que difícil, foi parte da minha caminhada.
O perdão que busco não é para os outros, mas para mim mesma. Perdoar-me por ter sido dura comigo, por ter ignorado meus limites, por ter acreditado que precisava suportar mais do que deveria. Esse perdão é um ato de amor, um gesto de acolhimento, uma forma de dizer: “Eu mereço paz, eu mereço leveza, eu mereço recomeçar.”
Que um dia eu consiga me abraçar sem julgamentos, me olhar sem cobranças e me aceitar com todas as cicatrizes que carrego. Porque cada marca é prova da minha resistência, e cada queda é lembrança da minha força.
E quando esse dia chegar, sei que estarei inteira, não porque nunca sofri, mas porque finalmente aprendi a me perdoar por tudo o que me submeti.
Conclusão
O caminho do perdão próprio é lento, mas é também libertador. Quando finalmente conseguimos nos acolher sem julgamentos, descobrimos que não somos definidos apenas pelas quedas, mas pela força de levantar e seguir. Que cada leitor que se identificar com essas palavras encontre também a esperança de se abraçar com ternura e se permitir recomeçar.
“Perdoar-se é libertar-se. E na liberdade, reencontrar a própria paz.”
Filadélfia





