domingo, 21 de junho de 2026

"Muito Além de um Documento: A História por Trás da Minha Carteira Nacional Docente" 🌻❤️

Hoje segurei em minhas mãos a Carteira Nacional Docente. Para muitos, pode parecer apenas um documento. Para mim, ela carrega uma história escrita com esforço, lágrimas, noites de estudo, dúvidas, cansaço e, principalmente, persistência.

Nela estão registradas minhas licenciaturas em Sociologia, História, Pedagogia e Educação Especial. Cada uma dessas formações representa uma etapa da minha caminhada, marcada por desafios que muitas vezes me fizeram pensar em desistir, mas também por uma vontade imensa de continuar aprendendo e transformando vidas por meio da educação.

Ao longo dessa trajetória, atuei no Ensino Médio, no Ensino Fundamental I e II e, atualmente, na Educação Especial, área que me aproxima profundamente do Serviço Social, minha grande paixão. E, sinceramente, ainda não sei dizer qual profissão é mais desafiadora. A Assistência Social e a Educação caminham lado a lado na minha vida. Ambas exigem sensibilidade, escuta, empatia, conhecimento e, acima de tudo, compromisso com o ser humano.

Se há algo que aprendi nesses anos, é que educar vai muito além de ensinar conteúdos, assim como assistir socialmente vai muito além de garantir direitos. Em ambas as áreas, lidamos diariamente com sonhos, fragilidades, superações e esperanças.

Esta carteira não representa apenas títulos acadêmicos. Ela simboliza cada obstáculo vencido, cada aluno que cruzou meu caminho, cada família atendida, cada aprendizado construído e cada recomeço que escolhi fazer.

Hoje celebro esta conquista com gratidão. Gratidão pela mulher que não desistiu, pela profissional que continua aprendendo e pela certeza de que tanto a Educação quanto o Serviço Social me completam e dão sentido à minha caminhada.

🌻 Que venham novos desafios, novas aprendizagens e novas oportunidades de fazer a diferença na vida das pessoas. ❤️




Quando a camisa deixa de representar um sonho

Durante muitos anos, torcer pela Seleção Brasileira foi quase uma obrigação emocional para milhões de brasileiros. Vestir a camisa amarela significava acreditar em algo maior, celebrar uma identidade coletiva e sonhar com vitórias que, por alguns instantes, uniam um país tão diverso.

Mas, para mim, isso mudou.

Hoje, torcer pelo Brasil em uma Copa do Mundo não faz mais parte de quem sou. Não porque eu tenha deixado de gostar de futebol ou de reconhecer a importância histórica da nossa seleção. A mudança aconteceu quando compreendi que o verdadeiro jogo que o Brasil precisa vencer está muito longe dos gramados.

Enquanto comemoramos gols, continuamos convivendo com desigualdades sociais profundas, uma educação que luta diariamente para sobreviver, sistemas públicos sobrecarregados e milhões de pessoas que ainda não têm acesso às oportunidades mais básicas para viver com dignidade.

O problema nunca foi o futebol. O problema é perceber que, geração após geração, muitos dos nossos desafios estruturais permanecem praticamente os mesmos. Mudam os governos, mudam os discursos, mudam os campeonatos, mas a realidade de quem vive à margem continua dolorosamente semelhante.

Não consigo vibrar por uma vitória esportiva ignorando as derrotas diárias enfrentadas por tantas famílias brasileiras. Crianças que estudam em condições precárias, trabalhadores que sobrevivem com dificuldades, mulheres vítimas de violência, idosos esquecidos e jovens que veem seus sonhos limitados pela falta de oportunidades.

Talvez algumas pessoas considerem essa visão pessimista. Eu prefiro chamá-la de consciência. Porque amar um país não significa fechar os olhos para seus problemas. Pelo contrário. Amar um país é desejar que ele seja melhor para todos.

Minha distância da torcida não representa falta de patriotismo. Representa um desejo profundo de ver o Brasil conquistar vitórias mais importantes: menos desigualdade, mais educação, mais justiça social, mais respeito à vida humana.

Quando esse dia chegar, talvez eu volte a vestir uma camisa verde e amarela com o mesmo entusiasmo de antes.

Até lá, continuo torcendo. Mas não por um título mundial.

Continuo torcendo por um Brasil que finalmente aprenda a vencer fora dos estádios.

Iza Lima 🌻




domingo, 14 de junho de 2026

"Espero que um dia eu consiga me perdoar por tudo o que me submeti."

 Introdução

Às vezes, carregamos dentro de nós palavras que parecem traduzir exatamente o que sentimos, como se fossem um espelho da alma. A frase que me acompanha hoje é: “Espero que um dia eu consiga me perdoar por tudo o que me submeti.”
Ela não é apenas um pensamento, mas um convite à reflexão sobre nossas próprias escolhas, dores e a coragem de buscar o perdão em nós mesmos.


Carrego essas palavras como um sussurro íntimo, um pedido silencioso ao meu próprio coração. Durante muito tempo, aceitei dores que não merecia, me calei diante de situações que me feriam e me coloquei em lugares que apagavam minha essência. Hoje, ao olhar para trás, percebo que cada escolha, ainda que difícil, foi parte da minha caminhada.

O perdão que busco não é para os outros, mas para mim mesma. Perdoar-me por ter sido dura comigo, por ter ignorado meus limites, por ter acreditado que precisava suportar mais do que deveria. Esse perdão é um ato de amor, um gesto de acolhimento, uma forma de dizer: “Eu mereço paz, eu mereço leveza, eu mereço recomeçar.”

Que um dia eu consiga me abraçar sem julgamentos, me olhar sem cobranças e me aceitar com todas as cicatrizes que carrego. Porque cada marca é prova da minha resistência, e cada queda é lembrança da minha força.

E quando esse dia chegar, sei que estarei inteira, não porque nunca sofri, mas porque finalmente aprendi a me perdoar por tudo o que me submeti.


Conclusão

O caminho do perdão próprio é lento, mas é também libertador. Quando finalmente conseguimos nos acolher sem julgamentos, descobrimos que não somos definidos apenas pelas quedas, mas pela força de levantar e seguir. Que cada leitor que se identificar com essas palavras encontre também a esperança de se abraçar com ternura e se permitir recomeçar.


“Perdoar-se é libertar-se. E na liberdade, reencontrar a própria paz.”





Filadélfia

Cidade na Pensilvânia, EUA - 14-6-2026

domingo, 26 de abril de 2026

“Eu sobrevivi: o que a violência psicológica quase levou de mim”


Esse texto literalmente me representa, pois vivi na pele a convivência com um demônio maldito e narcisista. 

A violência contra a mulher, especialmente em sua forma mais extrema o feminicídio não nasce de um dia para o outro. Ela começa silenciosa, muitas vezes disfarçada de cuidado, controle ou “amor”. A violência psicológica é, frequentemente, o primeiro passo de um ciclo cruel que aprisiona, apaga identidades e corrói a autonomia da mulher até que, em muitos casos, evolui para agressões físicas e, tragicamente, para a morte.

No Brasil, o feminicídio foi reconhecido legalmente como crime hediondo pela Lei do Feminicídio, um marco importante que deu nome a uma realidade que por muito tempo foi tratada como “crime passional” uma expressão que, por si só, já revela o quanto a sociedade tentou romantizar a violência. Antes disso, a Lei Maria da Penha já havia estabelecido mecanismos de proteção, mas a prática ainda mostra uma distância dolorosa entre a lei e a vida real.

Falar de feminicídio é falar de poder, de desigualdade e de uma cultura que ainda normaliza o controle sobre o corpo e as decisões das mulheres. É falar de uma sociedade que muitas vezes questiona a vítima, mas raramente confronta o agressor com a mesma intensidade. É falar de vidas interrompidas e de histórias que poderiam ter sido diferentes se houvesse escuta, acolhimento e ação no tempo certo.

Chamar esse fenômeno de “câncer” não é exagero. Assim como uma doença silenciosa, ele se instala, se espalha e destrói não apenas a vida da vítima, mas também famílias inteiras e o tecido social. E, como todo câncer, exige diagnóstico precoce, enfrentamento direto e políticas públicas eficazes. Mas também exige algo que nenhuma lei consegue impor sozinha: mudança cultural.

Romper com esse ciclo, como você fez, é um ato de coragem que muitas ainda estão tentando alcançar. Sobreviver à violência psicológica já é, por si só, uma forma de resistência. E transformar essa dor em voz, em denúncia, em reflexão, em escrita e é uma maneira poderosa de impedir que o silêncio continue sendo cúmplice.

Falar sobre isso incomoda. E precisa incomodar. Porque enquanto ainda houver mulheres vivendo com medo dentro de suas próprias casas, o problema não é individual  é coletivo.




terça-feira, 21 de abril de 2026

Da dedicação à conquista: minha MBA em Psicopedagogia

Concluir uma MBA em Psicopedagogia não é apenas somar um título ao currículo, é atravessar um caminho de estudo, reflexão e compromisso com o outro. Hoje, encerro mais uma etapa da minha trajetória com a certeza de que cada página lida, cada desafio enfrentado e cada aprendizado construído fizeram sentido.

A Psicopedagogia me ensinou a olhar além das dificuldades aparentes. Mostrou que por trás de cada processo de aprendizagem existem histórias, emoções, contextos e possibilidades. Aprendi que educar não é apenas ensinar conteúdos, mas compreender sujeitos, respeitar tempos e acreditar no potencial de cada indivíduo.

Essa conquista carrega noites de dedicação, momentos de cansaço e, principalmente, uma vontade constante de fazer a diferença. Não foi um caminho fácil  e talvez por isso seja ainda mais significativo. Cada obstáculo superado reforçou minha escolha e fortaleceu meu propósito.

Hoje, celebro não só a conclusão de uma MBA, mas a ampliação do meu olhar, da minha sensibilidade e do meu compromisso com a educação. Sigo mais preparada, mais consciente e ainda mais apaixonada pelo que faço.

Que essa nova etapa traga oportunidades, aprendizados e, acima de tudo, a chance de transformar vidas começando, todos os dias, pela minha própria.

Porque crescer também é isso: nunca parar de aprender, de se reinventar e de acreditar que sempre é possível ir além. 🌻

A DEUS minha GRATIDAO. Ao meu filho Eduardo e ao César, todo meu AMOR



Uruguai e suas belezas...

Viajar para o Uruguai foi mais do que conhecer um novo país, foi viver uma experiência que tocou fundo, daquelas que ficam guardadas com carinho na memória. E talvez tenha sido ainda mais especial porque não estive sozinha. Ao meu lado, uma companhia que transformou cada paisagem em algo ainda mais bonito, cada silêncio em aconchego e cada momento em lembrança.

O Uruguai me surpreendeu pela delicadeza. Em Montevidéu, caminhar pela Rambla de Montevidéu foi como desacelerar o tempo. O vento vindo do rio, o som suave das águas e o céu que parecia pintar despedidas perfeitas ao entardecer… tudo convidava a sentir, mais do que apenas ver. Era impossível não segurar aquela mão ao lado e agradecer, em silêncio, por estar ali.

Já em Colônia do Sacramento, o tempo parece caminhar em outro ritmo. As ruas de pedra, as construções antigas e o charme quase cinematográfico criam um cenário que abraça. O Barrio Histórico, com sua simplicidade encantadora, nos fez perder a noção das horas e, talvez, encontrar algo mais raro: presença.

E como não falar de Punta del Este? Com suas praias de águas claras e sua energia vibrante, o destino mistura tranquilidade e vida em perfeita harmonia. Ali, entre o som das ondas e o calor do sol, entendi que felicidade, às vezes, é simplesmente estar no lugar certo, com a pessoa certa.

O Uruguai não é um país de excessos e sim um país de detalhes. Está no sabor de um bom vinho, no aroma de um café compartilhado, no pôr do sol que parece durar mais do que deveria. Está nas conversas sem pressa, nos olhares que dizem tudo e nos caminhos que, mesmo desconhecidos, parecem familiares.

Voltei dessa viagem diferente. Com o coração leve, os olhos cheios de beleza e a certeza de que alguns lugares não são feitos apenas de paisagens, mas de sentimentos. E o Uruguai, para mim, será sempre lembrado assim: um destino onde fui feliz de verdade. EU, VOCÊ, NÓS...

Obrigada é a palavra que define. 




quarta-feira, 18 de março de 2026

Impor limites não afasta quem te ama: afasta quem te usa

Há frases que chegam como um estalo. “Impor limites não afasta quem te ama, afasta quem te usa” é uma delas. Ela nos lembra de algo simples, mas poderoso: o amor verdadeiro não teme fronteiras saudáveis. Quem se importa com você não se sente ameaçado quando você diz “não”. Pelo contrário, entende, acolhe e respeita.

Limites não são muros, são portas. Portas que você controla, que abrem para o que faz bem e se fecham para o que te desgasta. Ainda assim, muita gente hesita em colocá-los por medo de parecer egoísta, difícil ou “demais”. Mas a verdade é que viver sem limites é que nos esgota, nos fragmenta e nos afasta de nós mesmos.

Quando você começa a se posicionar, algo curioso acontece: algumas pessoas se afastam. E isso dói. Mas, com o tempo, você percebe que esse afastamento não é perda é filtragem.

Quem estava ali apenas pelo que você oferecia, e não por quem você é, naturalmente se incomoda quando você deixa de ser conveniente. Já quem te ama de verdade permanece, porque entende que limites não são barreiras contra o outro, mas proteção para você.

Impor limites é um ato de amor-próprio, mas também é um convite para relações mais honestas. É dizer: “Eu me respeito, e quero que você me respeite também.” É escolher vínculos que crescem, não que consomem. É permitir que sua energia seja investida onde há reciprocidade, e não exploração.

No fim das contas, limites não afastam o amor, eles o revelam. Mostram quem está ao seu lado porque te valoriza, e quem estava apenas porque era fácil te usar. E, quando essa clareza chega, você finalmente entende que perder quem te usava nunca foi perda. Foi libertação.



Iza Lima - Professora de Educação Especial e Inclusiva - Libras 2 A - EMEI Bairro Piúva