quinta-feira, 25 de junho de 2026

"Há lugares onde a alma sempre pertence". 🌻

Há caminhos que nunca deixam de nos chamar.

A Educação me transformou. Ensinou-me sobre paciência, diversidade, inclusão e sobre a força que existe em acreditar nas pessoas. Cada aluno, cada família e cada colega deixaram marcas que levarei para sempre.

Mas, em breve, volto para casa.

Volto para a Assistência Social, profissão que escolhi com o coração e que sempre fez parte da minha essência. É nela que encontro o compromisso com a dignidade humana, a defesa de direitos e a esperança de que, mesmo diante das maiores vulnerabilidades, é possível construir novos caminhos.

Não encaro esse retorno como um adeus à Educação. Levo comigo tudo o que vivi e aprendi. As duas áreas dialogam, se complementam e transformam vidas de maneiras diferentes, mas igualmente necessárias.

Regresso mais madura, mais sensível e com a certeza de que cada etapa da minha trajetória teve um propósito.

Porque, às vezes, a vida nos leva por outros caminhos apenas para que possamos voltar para casa ainda melhores do que quando partimos.

E eu volto com o coração cheio de gratidão, pronta para recomeçar.


"Há quem conte a vida pelos cargos que ocupou. Eu prefiro contá-la pelas vidas que tive o privilégio de encontrar. E, se a vida me permite voltar à Assistência Social, é porque alguns reencontros são, na verdade, um chamado da alma."





A gratidão que floresce na Educação Especial

Há encontros que acontecem por acaso. Outros, porém, acontecem para nos ensinar algo sobre a vida, sobre as pessoas e sobre nós mesmos.

Ao encerrar mais um semestre na Educação Especial, meu coração transborda gratidão. Gratidão pelas mãos que se estenderam nos momentos de dúvida, pelas palavras de incentivo nos dias difíceis e pelos sorrisos compartilhados quando as conquistas pareciam pequenas aos olhos de muitos, mas imensas para quem conhece a realidade do nosso trabalho.

A Educação Especial nos ensina diariamente que cada avanço tem valor, que cada conquista merece ser celebrada e que o olhar humano continua sendo a ferramenta mais poderosa da educação. E é justamente por isso que a caminhada se torna mais bonita quando encontramos pessoas dispostas a compartilhar conhecimento, experiências, desafios e esperanças.

Neste semestre, aprendi muito mais do que técnicas, metodologias ou estratégias pedagógicas. Aprendi sobre acolhimento, parceria, empatia e respeito. Aprendi que, por trás de cada profissional, existe uma história, uma luta silenciosa e um desejo genuíno de fazer a diferença na vida de nossos estudantes.

Por isso, deixo aqui minha sincera gratidão a todos os colegas que fizeram parte dessa trajetória. Obrigada pela acolhida, pela convivência harmoniosa, pelas trocas enriquecedoras e pelo compromisso diário com uma educação mais inclusiva e mais humana.

Seguimos em uma missão que, muitas vezes, exige mais do coração do que das palavras. E talvez seja justamente por isso que ela seja tão especial.

Que o próximo semestre nos encontre com a mesma disposição para aprender, ensinar, acolher e transformar. Porque quando trabalhamos juntos, nenhum desafio é maior do que a força daquilo que acreditamos.

Com carinho e gratidão.


"Aos colegas que caminharam comigo neste semestre, minha gratidão. Que nunca nos faltem sensibilidade para acolher, coragem para enfrentar os desafios e esperança para continuar acreditando no poder transformador da educação."

segunda-feira, 22 de junho de 2026

"Nem tudo que custa caro tem valor. E quase tudo que tem valor não tem preço."

 O que custa e o que vale

Vivemos em uma sociedade que aprendeu a colocar preço em quase tudo. Compramos roupas, casas, carros, celulares e serviços. Sabemos exatamente quanto custam muitas coisas. Mas será que sabemos quanto elas realmente valem?

Existe uma diferença enorme entre custo e valor.

O custo pode ser medido em dinheiro. O valor, não. O valor está nas experiências, nos sentimentos, nos aprendizados e nas pessoas que cruzam nosso caminho.

Uma formação universitária custa mensalidades, livros, noites sem dormir e muitos sacrifícios. Mas seu valor está muito além do diploma pendurado na parede. Está na transformação que ela provoca em quem somos.

Um abraço não custa nada, mas pode valer mais do que qualquer presente. Uma conversa sincera, um gesto de carinho, a presença de alguém em um momento difícil não possuem etiqueta de preço, mas carregam um valor imensurável.

Também existem conquistas que custam lágrimas, renúncias e perseverança. Quem olha de fora vê apenas o resultado. Não vê as batalhas silenciosas, os medos vencidos e as vezes em que pensamos em desistir. O custo ficou para trás, mas o valor permanece.

Talvez um dos maiores desafios da vida seja aprender a distinguir aquilo que apenas custa daquilo que realmente vale. Porque o dinheiro compra conforto, mas não compra paz. Compra uma casa, mas não um lar. Compra companhia, mas não amizade. Compra tratamento, mas não amor.

No final das contas, as maiores riquezas não cabem em uma conta bancária. Elas moram na memória, nos afetos, nas histórias construídas e nas pessoas que escolhem caminhar ao nosso lado.

E você? Tem dedicado mais atenção ao que custa ou ao que realmente vale? Resposta dificil....

Iza Lima 🌻

domingo, 21 de junho de 2026

"Muito Além de um Documento: A História por Trás da Minha Carteira Nacional Docente" 🌻❤️

Hoje segurei em minhas mãos a Carteira Nacional Docente. Para muitos, pode parecer apenas um documento. Para mim, ela carrega uma história escrita com esforço, lágrimas, noites de estudo, dúvidas, cansaço e, principalmente, persistência.

Nela estão registradas minhas licenciaturas em Sociologia, História, Pedagogia e Educação Especial. Cada uma dessas formações representa uma etapa da minha caminhada, marcada por desafios que muitas vezes me fizeram pensar em desistir, mas também por uma vontade imensa de continuar aprendendo e transformando vidas por meio da educação.

Ao longo dessa trajetória, atuei no Ensino Médio, no Ensino Fundamental I e II e, atualmente, na Educação Especial, área que me aproxima profundamente do Serviço Social, minha grande paixão. E, sinceramente, ainda não sei dizer qual profissão é mais desafiadora. A Assistência Social e a Educação caminham lado a lado na minha vida. Ambas exigem sensibilidade, escuta, empatia, conhecimento e, acima de tudo, compromisso com o ser humano.

Se há algo que aprendi nesses anos, é que educar vai muito além de ensinar conteúdos, assim como assistir socialmente vai muito além de garantir direitos. Em ambas as áreas, lidamos diariamente com sonhos, fragilidades, superações e esperanças.

Esta carteira não representa apenas títulos acadêmicos. Ela simboliza cada obstáculo vencido, cada aluno que cruzou meu caminho, cada família atendida, cada aprendizado construído e cada recomeço que escolhi fazer.

Hoje celebro esta conquista com gratidão. Gratidão pela mulher que não desistiu, pela profissional que continua aprendendo e pela certeza de que tanto a Educação quanto o Serviço Social me completam e dão sentido à minha caminhada.

🌻 Que venham novos desafios, novas aprendizagens e novas oportunidades de fazer a diferença na vida das pessoas. ❤️




Quando a camisa deixa de representar um sonho

Durante muitos anos, torcer pela Seleção Brasileira foi quase uma obrigação emocional para milhões de brasileiros. Vestir a camisa amarela significava acreditar em algo maior, celebrar uma identidade coletiva e sonhar com vitórias que, por alguns instantes, uniam um país tão diverso.

Mas, para mim, isso mudou.

Hoje, torcer pelo Brasil em uma Copa do Mundo não faz mais parte de quem sou. Não porque eu tenha deixado de gostar de futebol ou de reconhecer a importância histórica da nossa seleção. A mudança aconteceu quando compreendi que o verdadeiro jogo que o Brasil precisa vencer está muito longe dos gramados.

Enquanto comemoramos gols, continuamos convivendo com desigualdades sociais profundas, uma educação que luta diariamente para sobreviver, sistemas públicos sobrecarregados e milhões de pessoas que ainda não têm acesso às oportunidades mais básicas para viver com dignidade.

O problema nunca foi o futebol. O problema é perceber que, geração após geração, muitos dos nossos desafios estruturais permanecem praticamente os mesmos. Mudam os governos, mudam os discursos, mudam os campeonatos, mas a realidade de quem vive à margem continua dolorosamente semelhante.

Não consigo vibrar por uma vitória esportiva ignorando as derrotas diárias enfrentadas por tantas famílias brasileiras. Crianças que estudam em condições precárias, trabalhadores que sobrevivem com dificuldades, mulheres vítimas de violência, idosos esquecidos e jovens que veem seus sonhos limitados pela falta de oportunidades.

Talvez algumas pessoas considerem essa visão pessimista. Eu prefiro chamá-la de consciência. Porque amar um país não significa fechar os olhos para seus problemas. Pelo contrário. Amar um país é desejar que ele seja melhor para todos.

Minha distância da torcida não representa falta de patriotismo. Representa um desejo profundo de ver o Brasil conquistar vitórias mais importantes: menos desigualdade, mais educação, mais justiça social, mais respeito à vida humana.

Quando esse dia chegar, talvez eu volte a vestir uma camisa verde e amarela com o mesmo entusiasmo de antes.

Até lá, continuo torcendo. Mas não por um título mundial.

Continuo torcendo por um Brasil que finalmente aprenda a vencer fora dos estádios.

Iza Lima 🌻




domingo, 14 de junho de 2026

"Espero que um dia eu consiga me perdoar por tudo o que me submeti."

 Introdução

Às vezes, carregamos dentro de nós palavras que parecem traduzir exatamente o que sentimos, como se fossem um espelho da alma. A frase que me acompanha hoje é: “Espero que um dia eu consiga me perdoar por tudo o que me submeti.”
Ela não é apenas um pensamento, mas um convite à reflexão sobre nossas próprias escolhas, dores e a coragem de buscar o perdão em nós mesmos.


Carrego essas palavras como um sussurro íntimo, um pedido silencioso ao meu próprio coração. Durante muito tempo, aceitei dores que não merecia, me calei diante de situações que me feriam e me coloquei em lugares que apagavam minha essência. Hoje, ao olhar para trás, percebo que cada escolha, ainda que difícil, foi parte da minha caminhada.

O perdão que busco não é para os outros, mas para mim mesma. Perdoar-me por ter sido dura comigo, por ter ignorado meus limites, por ter acreditado que precisava suportar mais do que deveria. Esse perdão é um ato de amor, um gesto de acolhimento, uma forma de dizer: “Eu mereço paz, eu mereço leveza, eu mereço recomeçar.”

Que um dia eu consiga me abraçar sem julgamentos, me olhar sem cobranças e me aceitar com todas as cicatrizes que carrego. Porque cada marca é prova da minha resistência, e cada queda é lembrança da minha força.

E quando esse dia chegar, sei que estarei inteira, não porque nunca sofri, mas porque finalmente aprendi a me perdoar por tudo o que me submeti.


Conclusão

O caminho do perdão próprio é lento, mas é também libertador. Quando finalmente conseguimos nos acolher sem julgamentos, descobrimos que não somos definidos apenas pelas quedas, mas pela força de levantar e seguir. Que cada leitor que se identificar com essas palavras encontre também a esperança de se abraçar com ternura e se permitir recomeçar.


“Perdoar-se é libertar-se. E na liberdade, reencontrar a própria paz.”





Filadélfia

Cidade na Pensilvânia, EUA - 14-6-2026

domingo, 26 de abril de 2026

“Eu sobrevivi: o que a violência psicológica quase levou de mim”


Esse texto literalmente me representa, pois vivi na pele a convivência com um demônio maldito e narcisista. 

A violência contra a mulher, especialmente em sua forma mais extrema o feminicídio não nasce de um dia para o outro. Ela começa silenciosa, muitas vezes disfarçada de cuidado, controle ou “amor”. A violência psicológica é, frequentemente, o primeiro passo de um ciclo cruel que aprisiona, apaga identidades e corrói a autonomia da mulher até que, em muitos casos, evolui para agressões físicas e, tragicamente, para a morte.

No Brasil, o feminicídio foi reconhecido legalmente como crime hediondo pela Lei do Feminicídio, um marco importante que deu nome a uma realidade que por muito tempo foi tratada como “crime passional” uma expressão que, por si só, já revela o quanto a sociedade tentou romantizar a violência. Antes disso, a Lei Maria da Penha já havia estabelecido mecanismos de proteção, mas a prática ainda mostra uma distância dolorosa entre a lei e a vida real.

Falar de feminicídio é falar de poder, de desigualdade e de uma cultura que ainda normaliza o controle sobre o corpo e as decisões das mulheres. É falar de uma sociedade que muitas vezes questiona a vítima, mas raramente confronta o agressor com a mesma intensidade. É falar de vidas interrompidas e de histórias que poderiam ter sido diferentes se houvesse escuta, acolhimento e ação no tempo certo.

Chamar esse fenômeno de “câncer” não é exagero. Assim como uma doença silenciosa, ele se instala, se espalha e destrói não apenas a vida da vítima, mas também famílias inteiras e o tecido social. E, como todo câncer, exige diagnóstico precoce, enfrentamento direto e políticas públicas eficazes. Mas também exige algo que nenhuma lei consegue impor sozinha: mudança cultural.

Romper com esse ciclo, como você fez, é um ato de coragem que muitas ainda estão tentando alcançar. Sobreviver à violência psicológica já é, por si só, uma forma de resistência. E transformar essa dor em voz, em denúncia, em reflexão, em escrita e é uma maneira poderosa de impedir que o silêncio continue sendo cúmplice.

Falar sobre isso incomoda. E precisa incomodar. Porque enquanto ainda houver mulheres vivendo com medo dentro de suas próprias casas, o problema não é individual  é coletivo.