2026 chegou, e com ele veio uma certeza que eu demorei anos para admitir: eu não posso continuar vivendo como se fosse obrigação minha sustentar o mundo de todo mundo. Este ano não é sobre promessas vazias, nem sobre metas impossíveis. É sobre limites. Sobre coragem. Sobre verdade.
Iza Lima... Tempo de Mudanças...
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
2026: O Ano em Que Eu Me Escolho
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025
Mãos Dadas!
Andar de mãos dadas com quem se ama é um gesto simples, quase silencioso, mas carregado de significados profundos. É a forma mais delicada de dizer “estou aqui”, mesmo quando nenhuma palavra é dita. As mãos entrelaçadas criam um elo invisível que conecta corações, acalma medos e transforma o caminhar comum em um percurso cheio de afeto.
Nesse gesto, cabe o cuidado, a confiança e a promessa silenciosa de companhia. É dividir o ritmo dos passos, ajustar-se ao outro, sentir a presença firme que transmite segurança. Andar de mãos dadas é caminhar sabendo que, independentemente do destino, o mais importante já está ao seu lado.
Há amor no calor das mãos, na troca de energia, no conforto que nasce do toque. É ali que se confirmam os sentimentos sinceros, longe de discursos grandiosos. Porque quem ama de verdade não precisa provar basta segurar a mão e seguir junto, enfrentando o mundo com a certeza de que o amor, quando compartilhado, torna qualquer caminho mais leve.
Feliccità Pousada: Estr. Municipal Pedro Rosa da Silva 1515, Extrema, MG, 37640-000
R$ 1.621,00 e o país dos cofres cheios: para poucos.
Hoje o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00. O anúncio veio acompanhado de sorrisos, gráficos coloridos e discursos sobre responsabilidade social. Do alto dos palanques e gabinetes climatizados, parece mesmo suficiente.
O Peso do Vazio
Há dias em que o mundo parece barulhento demais. Não por causa das pessoas, mas por causa do vazio que elas carregam. Um vazio que brilha, que posa, que se exibe e que, de tão raso, faz eco.
A futilidade virou moda. Virou hábito. Virou até virtude em alguns cantos. É como se pensar tivesse se tornado um esforço desnecessário, e sentir, um luxo ultrapassado. As conversas se encolhem, as ideias se achatam, e o que sobra é uma coleção de superficialidades embaladas como se fossem grandes tesouros.
E o mais curioso é que ninguém percebe quando começa a escorregar para esse lugar. A futilidade chega devagar, como quem não quer nada. Primeiro rouba cinco minutos. Depois rouba a atenção. Depois rouba a capacidade de se indignar. E quando a gente vê, já está ali, repetindo frases prontas, vivendo no automático, achando normal o que nunca deveria ter sido.
É por isso que a frase dói:
“A futilidade deixa o ser humano cada dia mais imbecil.”
Dói porque é verdade.
Dói porque é urgente.
Dói porque, no fundo, a gente sabe que está cercado por isso — e às vezes até participa sem perceber.
Mas também existe resistência.
E talvez seja isso que nos salva: a capacidade de olhar para o mundo e não aceitar o raso como destino. De cultivar pensamento, sensibilidade, lucidez. De perceber que, enquanto muitos se distraem com o brilho, há quem floresça como os girassóis buscando luz de verdade, não reflexo.
domingo, 23 de novembro de 2025
Onde o tempo parou para nós dois
Ideologia política no Brasil: entre discursos, conflitos e fragilidades.
quarta-feira, 29 de outubro de 2025
A Prova Nacional Docente: um retrato das exigências e pressões sobre o professor brasileiro
Entre o ideal da valorização e a realidade do desgaste, o novo exame nacional revela muito sobre o cenário educacional no Brasil.
No último mês, milhares de professores e estudantes de licenciatura enfrentaram a primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), uma iniciativa do Ministério da Educação que promete transformar o acesso à carreira pública no magistério. Com mais de 1 milhão de inscritos, a prova foi apresentada como um instrumento de valorização e qualificação docente. Mas, para quem esteve do outro lado da carteira, a experiência foi marcada por um misto de frustração, exaustão e reflexão.
A estrutura da PND impressiona: 80 questões objetivas e uma discursiva, distribuídas em dois blocos: Formação Geral e Componente Específico, com duração total de 5 horas e 30 minutos. O conteúdo exigido vai desde legislação educacional e teorias pedagógicas até conhecimentos aprofundados da área de atuação. Para muitos, o nível de complexidade das questões e o tempo apertado tornaram a prova não apenas difícil, mas emocionalmente desgastante.
Relatos de candidatos apontam para um sentimento comum: a sensação de que a prova não mede apenas conhecimento, mas também resistência física e mental. E isso ficou ainda mais evidente no tema da redação.
O tema da redação: idadismo e práticas pedagógicas inclusivas
A proposta discursiva abordou o idadismo, termo que se refere ao preconceito ou discriminação com base na idade, especialmente contra pessoas mais velhas. Os candidatos foram convidados a refletir sobre como esse tipo de preconceito pode se manifestar na sociedade e, mais especificamente, no ambiente escolar.
Além de argumentar sobre o tema, os participantes precisaram propor uma atividade pedagógica inclusiva que pudesse ser aplicada em sala de aula para combater o idadismo. Isso exigiu não apenas domínio da escrita, mas também criatividade, sensibilidade social e conhecimento prático da realidade escolar.
Para muitos, o desafio foi duplo: compreender um conceito pouco abordado na formação inicial e, ao mesmo tempo, elaborar uma proposta coerente, viável e alinhada às diretrizes educacionais. O tema, embora relevante, surpreendeu pela complexidade e pela necessidade de articulação entre teoria e prática.
Um exame que exige mais do que preparo técnico
Além dos conteúdos cobrados, a Prova Nacional Docente revelou o quanto o professor precisa estar preparado para lidar com temas sociais, éticos e pedagógicos de forma integrada. A escolha do idadismo como tema da redação reforça a importância de uma educação que valorize todas as gerações e promova o respeito à diversidade etária.
No entanto, é preciso reconhecer que muitos candidatos saíram da prova com a sensação de sobrecarga. A extensão do exame, o nível de exigência e a pressão por resultados colocam em xeque o equilíbrio entre avaliação rigorosa e cuidado com o profissional da educação.
A PND pode ser um passo importante rumo à valorização do magistério, desde que venha acompanhada de diálogo, escuta ativa e políticas que respeitem quem já carrega nas costas o desafio diário de educar em um país tão desigual.
Porque mais do que medir, é preciso compreender. E mais do que cobrar, é preciso apoiar.
📝 Prova Nacional Docente
📚 Extensa. Difícil. Exaustiva.
💭 Mais do que medir conhecimento, é preciso compreender a realidade de quem educa.




