quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

R$ 1.621,00 e o país dos cofres cheios: para poucos.

Hoje o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00. O anúncio veio acompanhado de sorrisos, gráficos coloridos e discursos sobre responsabilidade social. Do alto dos palanques e gabinetes climatizados, parece mesmo suficiente.

Afinal, quem decide o valor não vive com ele.
Na vida real, esse salário precisa sustentar uma família inteira: pai, mãe, dois filhos. Precisa pagar aluguel, água, luz, gás, transporte, comida, remédio e, se sobrar algum trocado, a esperança.
Mas não sobra. Nunca sobra. A matemática do trabalhador não fecha porque foi sabotada desde o início.
Enquanto isso, em Brasília e nas capitais, os cofres públicos seguem sangrando, não por falta de recursos, mas por excesso de desvios. Verbas que deveriam fortalecer a saúde, a educação e a assistência social evaporam em esquemas, rachadinhas, contratos superfaturados, emendas sem transparência e privilégios que não conhecem crise.
O trabalhador aperta o cinto. O político afrouxa a gravata.
R$ 1.621,00 é tratado como conquista, mas basta visitar um mercado para entender a farsa. O arroz sobe, o feijão sobe, o óleo sobe. O aluguel dispara. O transporte encarece. Já o salário mínimo sobe devagar, como se pedisse desculpas por existir. A inflação não espera, mas o reajuste sempre chega atrasado e incompleto.
É impossível ignorar o contraste: de um lado, famílias que escolhem entre comer carne ou pagar a conta de luz, do outro, representantes públicos com salários robustos, auxílios acumulados, verbas indenizatórias e benefícios que jamais passam pela prova do caixa do supermercado.
Fala-se muito em responsabilidade fiscal, mas pouco em responsabilidade moral. Se parte significativa do dinheiro público não fosse desviada para bolsos privados, talvez o salário mínimo pudesse, de fato, cumprir seu papel constitucional: garantir uma vida digna.
Mas no Brasil, o mínimo segue sendo apenas isso: o mínimo para sobreviver. E o máximo continua reservado a quem governa sem sentir o peso da própria decisão.
R$ 1.621,00 não revela apenas um valor econômico. Revela um país onde o sacrifício é coletivo, mas o lucro é seletivo. Onde o povo paga a conta e poucos brindam com o dinheiro público.
Detalhe: hoje é noite de Natal e a maioria do povo brasileiro ainda espera uma cesta básica mínima de alguma Organização Social séria e assim ter algo para colocar no prato.
NOJO DEFINE...

OBS: E ainda tem aqueles que esperam completar 65 anos para receberem BPC e falar que é APOSENTADORIA... CAPAZ!!!


Nenhum comentário:

Postar um comentário