quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

2026: O Ano em Que Eu Me Escolho

2026 chegou, e com ele veio uma certeza que eu demorei anos para admitir: eu não posso continuar vivendo como se fosse obrigação minha sustentar o mundo de todo mundo. Este ano não é sobre promessas vazias, nem sobre metas impossíveis. É sobre limites. Sobre coragem. Sobre verdade.

Eu passei tempo demais dizendo “sim” quando meu corpo gritava “não”. Tempo demais me moldando para caber em espaços que nunca foram meus. Tempo demais sendo presença constante para pessoas que só lembram que eu existo quando precisam de algo. E, sinceramente, isso me cansou de um jeito que eu não quero mais carregar.
2026 será vivido como se não houvesse 2027.
Não por impulso, mas por consciência.
Porque eu finalmente entendi que a vida acontece agora e que eu não posso continuar adiando minha própria existência para atender expectativas alheias.
Este ano, eu vou falar “não” mais vezes.
Sem culpa.
Sem medo.
Sem justificativas longas para quem nunca se explica quando me fere.
Vou fugir de pessoas narcisistas, manipuladoras, egoístas e emocionalmente preguiçosas.
Vou fugir de quem só aparece quando precisa, de quem me procura por conveniência, de quem me trata como ferramenta e não como pessoa.
Vou abraçar menos e observar mais.
Não por frieza, mas por sabedoria.
Porque eu aprendi da forma mais dura que nem todo mundo merece acesso ao meu ao meu afeto, ao meu tempo, ao meu coração.
E tem mais:
Quando eu preciso, poucos estão disponíveis.
Mas quando alguém precisa de mim, eu tenho que estar o tempo todo.
Essa conta nunca fechou.
E em 2026, eu finalmente decidi parar de pagar sozinha por uma relação que nunca foi dividida.
Este também será o ano em que eu me desconecto do barulho.
Das redes sociais, das comparações, das cobranças invisíveis, das expectativas que não são minhas.
Eu quero silêncio.
Eu quero presença.
Eu quero vida real.
2026 é o ano em que eu me escolho.
Sem medo de perder quem nunca esteve comigo de verdade.
E eu termino dizendo, com toda a firmeza que esse novo ciclo exige:
Quem precisar de mim, desprecise esse ano, pois estarei cuidando de um bem maior: EU MESMA!