Hoje encerro um ciclo. Resolvi me libertar das redes
sociais.
Durante muito tempo elas me serviram de janela para o mundo,
espaço de encontros, notícias, afetos e até de distração em dias difíceis. Mas
com o passar das horas, dos anos e das experiências, percebi que essa mesma
janela também se tornou uma prisão invisível, onde o tempo escorre sem
percebermos e onde a vida, aos poucos, deixa de ser vivida para ser exibida.
As redes nos oferecem a ilusão de estarmos conectados, mas
muitas vezes nos afastam da conexão mais essencial: a que temos conosco e com
aqueles que realmente caminham ao nosso lado. Quantas vezes trocamos o silêncio
precioso por barulhos digitais? Quantas vezes preferimos a tela ao encontro
real, ao abraço quente, ao olhar atento?
Sair daqui é um ato de coragem e de cuidado comigo mesma.
É abrir espaço para o silêncio, para o olhar que se encontra sem filtro, para a
palavra que se escuta sem notificações. É dar mais valor ao que se sente do que
ao que se publica.
Não é uma fuga, é um retorno. Retorno a mim, ao real, ao
simples.
Quem quiser me encontrar, que me encontre na vida: nos
gestos, nos abraços, na presença.

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