Não é o 8 de março que me define. Meu dia não cabe em uma data. Ele pulsa em cada escolha que fiz, em cada madrugada de estudo, em cada porta que abri com esforço, coragem e fé. Sou feita de permanências, não de homenagens ocasionais.
Venci pelo estudo e essa vitória tem nome, tem história, tem cicatrizes. Sou fruto da Sociologia que me ensinou a olhar o mundo, do Serviço Social que me ensinou a cuidar, da História que me ensinou a lembrar, da Pedagogia que me ensinou a transformar, da Educação Especial que me ensinou a incluir. Sou também as pós-graduações que abracei: Gerontologia, Educação Especial, Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia. Cada diploma é um pedaço da mulher que insisti em ser.
Venci um câncer. Venci o medo. Venci o silêncio. Venci o que tentaram me fazer acreditar que eu não seria capaz de vencer.
Passei em concursos, escolhi caminhos, recusei outros. Não por falta de oportunidade, mas por abundância de consciência. Aprendi que não preciso de muitos amigos, nem de laços que não me nutrem. Meu mundo é suficiente. Minha fé é suficiente. Eu sou suficiente.