quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A Prova Nacional Docente: um retrato das exigências e pressões sobre o professor brasileiro

Entre o ideal da valorização e a realidade do desgaste, o novo exame nacional revela muito sobre o cenário educacional no Brasil.

No último mês, milhares de professores e estudantes de licenciatura enfrentaram a primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), uma iniciativa do Ministério da Educação que promete transformar o acesso à carreira pública no magistério. Com mais de 1 milhão de inscritos, a prova foi apresentada como um instrumento de valorização e qualificação docente. Mas, para quem esteve do outro lado da carteira, a experiência foi marcada por um misto de frustração, exaustão e reflexão.

A estrutura da PND impressiona: 80 questões objetivas e uma discursiva, distribuídas em dois blocos: Formação Geral e Componente Específico, com duração total de 5 horas e 30 minutos. O conteúdo exigido vai desde legislação educacional e teorias pedagógicas até conhecimentos aprofundados da área de atuação. Para muitos, o nível de complexidade das questões e o tempo apertado tornaram a prova não apenas difícil, mas emocionalmente desgastante.

Relatos de candidatos apontam para um sentimento comum: a sensação de que a prova não mede apenas conhecimento, mas também resistência física e mental. E isso ficou ainda mais evidente no tema da redação.

O tema da redação: idadismo e práticas pedagógicas inclusivas

A proposta discursiva abordou o idadismo, termo que se refere ao preconceito ou discriminação com base na idade, especialmente contra pessoas mais velhas. Os candidatos foram convidados a refletir sobre como esse tipo de preconceito pode se manifestar na sociedade e, mais especificamente, no ambiente escolar.

Além de argumentar sobre o tema, os participantes precisaram propor uma atividade pedagógica inclusiva que pudesse ser aplicada em sala de aula para combater o idadismo. Isso exigiu não apenas domínio da escrita, mas também criatividade, sensibilidade social e conhecimento prático da realidade escolar.

Para muitos, o desafio foi duplo: compreender um conceito pouco abordado na formação inicial e, ao mesmo tempo, elaborar uma proposta coerente, viável e alinhada às diretrizes educacionais. O tema, embora relevante, surpreendeu pela complexidade e pela necessidade de articulação entre teoria e prática.

Um exame que exige mais do que preparo técnico

Além dos conteúdos cobrados, a Prova Nacional Docente revelou o quanto o professor precisa estar preparado para lidar com temas sociais, éticos e pedagógicos de forma integrada. A escolha do idadismo como tema da redação reforça a importância de uma educação que valorize todas as gerações e promova o respeito à diversidade etária.

No entanto, é preciso reconhecer que muitos candidatos saíram da prova com a sensação de sobrecarga. A extensão do exame, o nível de exigência e a pressão por resultados colocam em xeque o equilíbrio entre avaliação rigorosa e cuidado com o profissional da educação.

A PND pode ser um passo importante rumo à valorização do magistério, desde que venha acompanhada de diálogo, escuta ativa e políticas que respeitem quem já carrega nas costas o desafio diário de educar em um país tão desigual.

Porque mais do que medir, é preciso compreender. E mais do que cobrar, é preciso apoiar.


📝 Prova Nacional Docente
📚 Extensa. Difícil. Exaustiva.
💭 Mais do que medir conhecimento, é preciso compreender a realidade de quem educa.

IZA LIMA - PEDAGOGA: 26/10/2025 - ETEC REGISTRO - SP

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

📚✨ HTPC: muito além do planejamento!

Na correria da sala de aula, o professor enfrenta desafios diários: adaptar estratégias, acolher a diversidade, avaliar com sensibilidade e manter o brilho no olhar dos alunos. E é no HTPC. Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo, que tudo isso ganha força!

Esse momento é mais que reunião: é espaço de escuta, troca, estudo e construção coletiva. É onde o professor se fortalece, compartilha saberes e transforma práticas.

Porque educar é coletivo. E o HTPC é o coração pulsante dessa missão! 💬❤️

#EducaçãoTransformadora #HTPC #RotinaDocente #ProfessorEmAção #PlanejamentoPedagógico #FormaçãoContinuada



EMEIF ANNA MARIA CHAVES - CAJATI/SP

domingo, 19 de outubro de 2025

🌿 A Beleza da Solitude: Quando Estar Sozinha é um Ato de Amor-Próprio

Vivemos em uma sociedade que valoriza o estar acompanhado. Desde cedo, somos ensinados que a felicidade está em compartilhar, em pertencer, em estar cercado. E embora a conexão humana seja essencial, há uma dimensão igualmente rica e poderosa na solitude, essa escolha consciente de estar consigo mesma.

Solitude não é solidão. Solidão é ausência, é vazio, é o eco de uma presença que falta. Solitude, por outro lado, é presença plena: é estar inteira em si, é ouvir os próprios pensamentos sem ruído externo, é cultivar um espaço onde a alma respira.

Muitas vezes, o viver sozinha é visto com preocupação. Psicólogos, familiares, amigos podem associar isso ao isolamento ou à tristeza. Mas para algumas pessoas, como eu  viver só é uma forma de liberdade emocional. É onde encontro paz, criatividade, autonomia e, acima de tudo, autenticidade.

Na solitude, aprendi a me escutar. Descobri que meu silêncio tem voz, que minha companhia é suficiente, que meu lar interno é seguro. Não se trata de rejeitar o outro, mas de reconhecer que o encontro mais profundo começa dentro de mim.

Claro, há dias em que o mundo parece distante demais. Mas, nesses momentos, não me falta amor, me sobra tempo para cuidar de mim, para escrever, para dançar na sala, para tomar café olhando o céu. A solitude me ensinou que estar só não é estar vazia, é estar cheia de mim.

Se você, como eu, ama sua solitude, saiba que ela não precisa ser explicada. Ela é válida, rica, e pode ser profundamente saudável. O importante é que seja uma escolha, não uma prisão. Que seja leve, não solitária. Que seja sua.



Iza Lima - Sempre Iza!!!



quarta-feira, 15 de outubro de 2025

🌱 Educar é semear humanidade

Em cada sala de aula, há mais do que carteiras e quadros: há sonhos em construção, histórias em movimento e futuros sendo moldados. Ser professora de Pedagogia, Sociologia, História e Educação Especial é como carregar um mapa do mundo nas mãos e, ao mesmo tempo, uma bússola para guiar corações.

A Pedagogia nos ensina que educar é um ato de amor e coragem. É olhar para cada aluno como um universo único, cheio de possibilidades. A Sociologia nos convida a enxergar além das paredes da escola, compreendendo os contextos sociais que atravessam cada trajetória. A História nos lembra que somos parte de uma longa caminhada, e que cada aula pode ser um ponto de virada na vida de alguém. E a Educação Especial nos desafia a romper barreiras, construir pontes e garantir que ninguém fique para trás.

Educar é resistir. É acreditar no poder da escuta, da empatia e da transformação. É saber que, mesmo diante dos desafios, cada gesto de acolhimento pode acender uma luz no caminho de quem aprende.

Neste blog, compartilho não apenas saberes, mas também afetos. Porque ensinar é, acima de tudo, tocar vidas. E quando tocamos vidas com respeito, sensibilidade e compromisso, deixamos marcas que nem o tempo apaga.

Que este espaço seja um abrigo para reflexões, trocas e inspirações. Afinal, como dizia Paulo Freire, “Educar é um ato político”. E aqui, escolhemos todos os dias o lado da esperança.



15 de Outubro de 2025 - DIA DO PROFESSOR
EMEIF ANNA MARIA CHAVES - CAJATI - SP

domingo, 12 de outubro de 2025

🌿 Vamos tratar de viver

Há uma frase que ecoa como um chamado à consciência: “Se vamos todos morrer, então vamos tratar de viver.” Nando Reis, com sua sensibilidade inconfundível, nos lembra que a finitude não é um fardo, é um convite.

Vivemos como se houvesse tempo de sobra. Guardamos sonhos na gaveta, deixamos abraços para depois, adiamos conversas que poderiam curar. Mas a verdade é simples e inevitável: somos finitos. E é justamente essa finitude que dá sabor à existência.

Vivemos cercados por prazos, metas, compromissos. Corremos atrás do tempo como se ele fosse um inimigo, quando na verdade ele é o palco onde tudo acontece. A morte, essa certeza que nos iguala, deveria ser menos um tabu e mais um lembrete: estamos aqui, agora. E isso é precioso.

Tratar de viver é mais do que respirar. É sentir o sol na pele, rir até a barriga doer, chorar sem vergonha, amar sem medida. É se permitir errar, recomeçar, aprender. É olhar para o outro com empatia, cultivar amizades, abraçar com vontade. É fazer perguntas, mudar de ideia, se reinventar.

A vida não espera. Ela pulsa, escapa, surpreende. E enquanto ela acontece, temos a chance de fazer dela algo memorável. Não por grandes feitos, mas por pequenos gestos que nos conectam ao que realmente importa.

Então, que essa frase não seja apenas um verso bonito. Que seja um mantra. Um lembrete diário de que, já que estamos aqui, vamos viver com coragem, com afeto, com presença.

Porque viver é a única resposta que faz sentido diante da morte.



Imagem feita na Praia de Copacabana - Out/25

Viajar é VIVER!!!

domingo, 5 de outubro de 2025

Manipulação Emocional: Quando a Mentira Vira Arma

Nem toda mentira é contada com palavras. Algumas são construídas com gestos, silêncios, olhares e promessas vazias. A manipulação emocional é uma forma sutil e perigosa de enganar, onde o objetivo não é apenas esconder a verdade, mas controlar sentimentos, decisões e até a percepção da realidade.

Pessoas manipuladoras sabem exatamente como mexer com o emocional do outro. Elas usam culpa, medo, afeto e até elogios como ferramentas para manter o controle. Criam narrativas que parecem verdadeiras, distorcem fatos, se fazem de vítimas e, muitas vezes, convencem você de que o problema é seu, mesmo quando claramente não é.

O mais cruel da manipulação emocional é que ela não grita. Ela sussurra. Ela se infiltra aos poucos, até que você começa a duvidar de si mesmo, a justificar atitudes injustificáveis, a aceitar menos do que merece. E quando você percebe, está preso em uma teia de mentiras que parecem verdades, porque foram contadas com emoção.

Reconhecer esse tipo de comportamento exige coragem. É preciso observar padrões, escutar o que não é dito, e confiar na própria intuição. Manipuladores raramente mudam. Mas quem se liberta deles, muda completamente e para melhor.

Se você já passou por isso, saiba: não foi fraqueza acreditar. Foi força sobreviver. E agora, é sabedoria seguir em frente.