Vivemos em uma sociedade que valoriza o estar acompanhado. Desde cedo, somos ensinados que a felicidade está em compartilhar, em pertencer, em estar cercado. E embora a conexão humana seja essencial, há uma dimensão igualmente rica e poderosa na solitude, essa escolha consciente de estar consigo mesma.
Solitude não é solidão. Solidão é ausência, é vazio, é o eco de uma presença que falta. Solitude, por outro lado, é presença plena: é estar inteira em si, é ouvir os próprios pensamentos sem ruído externo, é cultivar um espaço onde a alma respira.
Muitas vezes, o viver sozinha é visto com preocupação. Psicólogos, familiares, amigos podem associar isso ao isolamento ou à tristeza. Mas para algumas pessoas, como eu viver só é uma forma de liberdade emocional. É onde encontro paz, criatividade, autonomia e, acima de tudo, autenticidade.
Na solitude, aprendi a me escutar. Descobri que meu silêncio tem voz, que minha companhia é suficiente, que meu lar interno é seguro. Não se trata de rejeitar o outro, mas de reconhecer que o encontro mais profundo começa dentro de mim.
Claro, há dias em que o mundo parece distante demais. Mas, nesses momentos, não me falta amor, me sobra tempo para cuidar de mim, para escrever, para dançar na sala, para tomar café olhando o céu. A solitude me ensinou que estar só não é estar vazia, é estar cheia de mim.
Se você, como eu, ama sua solitude, saiba que ela não precisa ser explicada. Ela é válida, rica, e pode ser profundamente saudável. O importante é que seja uma escolha, não uma prisão. Que seja leve, não solitária. Que seja sua.
Iza Lima - Sempre Iza!!!

Nenhum comentário:
Postar um comentário