Há uma frase que ecoa como um chamado à consciência: “Se vamos todos morrer, então vamos tratar de viver.” Nando Reis, com sua sensibilidade inconfundível, nos lembra que a finitude não é um fardo, é um convite.
Vivemos como se houvesse tempo de sobra. Guardamos sonhos na gaveta, deixamos abraços para depois, adiamos conversas que poderiam curar. Mas a verdade é simples e inevitável: somos finitos. E é justamente essa finitude que dá sabor à existência.
Vivemos cercados por prazos, metas, compromissos. Corremos atrás do tempo como se ele fosse um inimigo, quando na verdade ele é o palco onde tudo acontece. A morte, essa certeza que nos iguala, deveria ser menos um tabu e mais um lembrete: estamos aqui, agora. E isso é precioso.
Tratar de viver é mais do que respirar. É sentir o sol na pele, rir até a barriga doer, chorar sem vergonha, amar sem medida. É se permitir errar, recomeçar, aprender. É olhar para o outro com empatia, cultivar amizades, abraçar com vontade. É fazer perguntas, mudar de ideia, se reinventar.
A vida não espera. Ela pulsa, escapa, surpreende. E enquanto ela acontece, temos a chance de fazer dela algo memorável. Não por grandes feitos, mas por pequenos gestos que nos conectam ao que realmente importa.
Então, que essa frase não seja apenas um verso bonito. Que seja um mantra. Um lembrete diário de que, já que estamos aqui, vamos viver com coragem, com afeto, com presença.
Porque viver é a única resposta que faz sentido diante da morte.
Imagem feita na Praia de Copacabana - Out/25
Viajar é VIVER!!!

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