domingo, 26 de abril de 2026

“Eu sobrevivi: o que a violência psicológica quase levou de mim”


Esse texto literalmente me representa, pois vivi na pele a convivência com um demônio maldito e narcisista. 

A violência contra a mulher, especialmente em sua forma mais extrema o feminicídio não nasce de um dia para o outro. Ela começa silenciosa, muitas vezes disfarçada de cuidado, controle ou “amor”. A violência psicológica é, frequentemente, o primeiro passo de um ciclo cruel que aprisiona, apaga identidades e corrói a autonomia da mulher até que, em muitos casos, evolui para agressões físicas e, tragicamente, para a morte.

No Brasil, o feminicídio foi reconhecido legalmente como crime hediondo pela Lei do Feminicídio, um marco importante que deu nome a uma realidade que por muito tempo foi tratada como “crime passional” uma expressão que, por si só, já revela o quanto a sociedade tentou romantizar a violência. Antes disso, a Lei Maria da Penha já havia estabelecido mecanismos de proteção, mas a prática ainda mostra uma distância dolorosa entre a lei e a vida real.

Falar de feminicídio é falar de poder, de desigualdade e de uma cultura que ainda normaliza o controle sobre o corpo e as decisões das mulheres. É falar de uma sociedade que muitas vezes questiona a vítima, mas raramente confronta o agressor com a mesma intensidade. É falar de vidas interrompidas e de histórias que poderiam ter sido diferentes se houvesse escuta, acolhimento e ação no tempo certo.

Chamar esse fenômeno de “câncer” não é exagero. Assim como uma doença silenciosa, ele se instala, se espalha e destrói não apenas a vida da vítima, mas também famílias inteiras e o tecido social. E, como todo câncer, exige diagnóstico precoce, enfrentamento direto e políticas públicas eficazes. Mas também exige algo que nenhuma lei consegue impor sozinha: mudança cultural.

Romper com esse ciclo, como você fez, é um ato de coragem que muitas ainda estão tentando alcançar. Sobreviver à violência psicológica já é, por si só, uma forma de resistência. E transformar essa dor em voz, em denúncia, em reflexão, em escrita e é uma maneira poderosa de impedir que o silêncio continue sendo cúmplice.

Falar sobre isso incomoda. E precisa incomodar. Porque enquanto ainda houver mulheres vivendo com medo dentro de suas próprias casas, o problema não é individual  é coletivo.




terça-feira, 21 de abril de 2026

Da dedicação à conquista: minha MBA em Psicopedagogia

Concluir uma MBA em Psicopedagogia não é apenas somar um título ao currículo, é atravessar um caminho de estudo, reflexão e compromisso com o outro. Hoje, encerro mais uma etapa da minha trajetória com a certeza de que cada página lida, cada desafio enfrentado e cada aprendizado construído fizeram sentido.

A Psicopedagogia me ensinou a olhar além das dificuldades aparentes. Mostrou que por trás de cada processo de aprendizagem existem histórias, emoções, contextos e possibilidades. Aprendi que educar não é apenas ensinar conteúdos, mas compreender sujeitos, respeitar tempos e acreditar no potencial de cada indivíduo.

Essa conquista carrega noites de dedicação, momentos de cansaço e, principalmente, uma vontade constante de fazer a diferença. Não foi um caminho fácil  e talvez por isso seja ainda mais significativo. Cada obstáculo superado reforçou minha escolha e fortaleceu meu propósito.

Hoje, celebro não só a conclusão de uma MBA, mas a ampliação do meu olhar, da minha sensibilidade e do meu compromisso com a educação. Sigo mais preparada, mais consciente e ainda mais apaixonada pelo que faço.

Que essa nova etapa traga oportunidades, aprendizados e, acima de tudo, a chance de transformar vidas começando, todos os dias, pela minha própria.

Porque crescer também é isso: nunca parar de aprender, de se reinventar e de acreditar que sempre é possível ir além. 🌻

A DEUS minha GRATIDAO. Ao meu filho Eduardo e ao César, todo meu AMOR



Uruguai e suas belezas...

Viajar para o Uruguai foi mais do que conhecer um novo país, foi viver uma experiência que tocou fundo, daquelas que ficam guardadas com carinho na memória. E talvez tenha sido ainda mais especial porque não estive sozinha. Ao meu lado, uma companhia que transformou cada paisagem em algo ainda mais bonito, cada silêncio em aconchego e cada momento em lembrança.

O Uruguai me surpreendeu pela delicadeza. Em Montevidéu, caminhar pela Rambla de Montevidéu foi como desacelerar o tempo. O vento vindo do rio, o som suave das águas e o céu que parecia pintar despedidas perfeitas ao entardecer… tudo convidava a sentir, mais do que apenas ver. Era impossível não segurar aquela mão ao lado e agradecer, em silêncio, por estar ali.

Já em Colônia do Sacramento, o tempo parece caminhar em outro ritmo. As ruas de pedra, as construções antigas e o charme quase cinematográfico criam um cenário que abraça. O Barrio Histórico, com sua simplicidade encantadora, nos fez perder a noção das horas e, talvez, encontrar algo mais raro: presença.

E como não falar de Punta del Este? Com suas praias de águas claras e sua energia vibrante, o destino mistura tranquilidade e vida em perfeita harmonia. Ali, entre o som das ondas e o calor do sol, entendi que felicidade, às vezes, é simplesmente estar no lugar certo, com a pessoa certa.

O Uruguai não é um país de excessos e sim um país de detalhes. Está no sabor de um bom vinho, no aroma de um café compartilhado, no pôr do sol que parece durar mais do que deveria. Está nas conversas sem pressa, nos olhares que dizem tudo e nos caminhos que, mesmo desconhecidos, parecem familiares.

Voltei dessa viagem diferente. Com o coração leve, os olhos cheios de beleza e a certeza de que alguns lugares não são feitos apenas de paisagens, mas de sentimentos. E o Uruguai, para mim, será sempre lembrado assim: um destino onde fui feliz de verdade. EU, VOCÊ, NÓS...

Obrigada é a palavra que define.