quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Mãos Dadas!

Andar de mãos dadas com quem se ama é um gesto simples, quase silencioso, mas carregado de significados profundos. É a forma mais delicada de dizer “estou aqui”, mesmo quando nenhuma palavra é dita. As mãos entrelaçadas criam um elo invisível que conecta corações, acalma medos e transforma o caminhar comum em um percurso cheio de afeto.

Nesse gesto, cabe o cuidado, a confiança e a promessa silenciosa de companhia. É dividir o ritmo dos passos, ajustar-se ao outro, sentir a presença firme que transmite segurança. Andar de mãos dadas é caminhar sabendo que, independentemente do destino, o mais importante já está ao seu lado.

Há amor no calor das mãos, na troca de energia, no conforto que nasce do toque. É ali que se confirmam os sentimentos sinceros, longe de discursos grandiosos. Porque quem ama de verdade não precisa provar basta segurar a mão e seguir junto, enfrentando o mundo com a certeza de que o amor, quando compartilhado, torna qualquer caminho mais leve.



Feliccità Pousada: Estr. Municipal Pedro Rosa da Silva 1515, Extrema, MG, 37640-000


Dias Mágicos... Dias Felizes... Nós!!! - 25/12/2025

R$ 1.621,00 e o país dos cofres cheios: para poucos.

Hoje o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00. O anúncio veio acompanhado de sorrisos, gráficos coloridos e discursos sobre responsabilidade social. Do alto dos palanques e gabinetes climatizados, parece mesmo suficiente.

Afinal, quem decide o valor não vive com ele.
Na vida real, esse salário precisa sustentar uma família inteira: pai, mãe, dois filhos. Precisa pagar aluguel, água, luz, gás, transporte, comida, remédio e, se sobrar algum trocado, a esperança.
Mas não sobra. Nunca sobra. A matemática do trabalhador não fecha porque foi sabotada desde o início.
Enquanto isso, em Brasília e nas capitais, os cofres públicos seguem sangrando, não por falta de recursos, mas por excesso de desvios. Verbas que deveriam fortalecer a saúde, a educação e a assistência social evaporam em esquemas, rachadinhas, contratos superfaturados, emendas sem transparência e privilégios que não conhecem crise.
O trabalhador aperta o cinto. O político afrouxa a gravata.
R$ 1.621,00 é tratado como conquista, mas basta visitar um mercado para entender a farsa. O arroz sobe, o feijão sobe, o óleo sobe. O aluguel dispara. O transporte encarece. Já o salário mínimo sobe devagar, como se pedisse desculpas por existir. A inflação não espera, mas o reajuste sempre chega atrasado e incompleto.
É impossível ignorar o contraste: de um lado, famílias que escolhem entre comer carne ou pagar a conta de luz, do outro, representantes públicos com salários robustos, auxílios acumulados, verbas indenizatórias e benefícios que jamais passam pela prova do caixa do supermercado.
Fala-se muito em responsabilidade fiscal, mas pouco em responsabilidade moral. Se parte significativa do dinheiro público não fosse desviada para bolsos privados, talvez o salário mínimo pudesse, de fato, cumprir seu papel constitucional: garantir uma vida digna.
Mas no Brasil, o mínimo segue sendo apenas isso: o mínimo para sobreviver. E o máximo continua reservado a quem governa sem sentir o peso da própria decisão.
R$ 1.621,00 não revela apenas um valor econômico. Revela um país onde o sacrifício é coletivo, mas o lucro é seletivo. Onde o povo paga a conta e poucos brindam com o dinheiro público.
Detalhe: hoje é noite de Natal e a maioria do povo brasileiro ainda espera uma cesta básica mínima de alguma Organização Social séria e assim ter algo para colocar no prato.
NOJO DEFINE...

OBS: E ainda tem aqueles que esperam completar 65 anos para receberem BPC e falar que é APOSENTADORIA... CAPAZ!!!


O Peso do Vazio

Há dias em que o mundo parece barulhento demais. Não por causa das pessoas, mas por causa do vazio que elas carregam. Um vazio que brilha, que posa, que se exibe e que, de tão raso, faz eco.

A futilidade virou moda. Virou hábito. Virou até virtude em alguns cantos. É como se pensar tivesse se tornado um esforço desnecessário, e sentir, um luxo ultrapassado. As conversas se encolhem, as ideias se achatam, e o que sobra é uma coleção de superficialidades embaladas como se fossem grandes tesouros.

E o mais curioso é que ninguém percebe quando começa a escorregar para esse lugar. A futilidade chega devagar, como quem não quer nada. Primeiro rouba cinco minutos. Depois rouba a atenção. Depois rouba a capacidade de se indignar. E quando a gente vê, já está ali, repetindo frases prontas, vivendo no automático, achando normal o que nunca deveria ter sido.

É por isso que a frase dói:

“A futilidade deixa o ser humano cada dia mais imbecil.”

Dói porque é verdade.

Dói porque é urgente.

Dói porque, no fundo, a gente sabe que está cercado por isso — e às vezes até participa sem perceber.

Mas também existe resistência.

Existe quem ainda se incomode.
Quem ainda questione.
Quem ainda prefira a profundidade ao espetáculo.
Quem ainda escolha o silêncio cheio de sentido ao barulho cheio de nada.

E talvez seja isso que nos salva: a capacidade de olhar para o mundo e não aceitar o raso como destino. De cultivar pensamento, sensibilidade, lucidez. De perceber que, enquanto muitos se distraem com o brilho, há quem floresça como os girassóis buscando luz de verdade, não reflexo.

Porque, no fim, a futilidade pode até ser barulhenta.
Mas é o pensamento que permanece.