quinta-feira, 26 de setembro de 2024

ACREDITE: VOCÊ PODE...

             Muitas vezes perdemos oportunidades por não acreditarmos que podemos ir mais longe, como quando as coisas não saem de acordo com o esperado, ou quando seu tempo foge entre suas mãos e nada dá certo. E agora, o que fazer?

           Agora é o momento de agir. Desafie a si mesma e faça do tempo o seu aliado; coloque para fora as suas qualidades e use suas habilidades, assim você pode fazer a diferença nesse exato momento.

        Acredite que você pode ser mais, se dar mais. Creia no seu sucesso e não crie obstáculos na sua mente, mas comece agindo! Você tem talentos, só precisa exercitá-los. Não deixe que o medo de errar detenha você e a faça parar no tempo, mas seja corajosa, acredite no seu potencial!

          A melhor hora para tomar atitudes, para mudar as coisas e fazer tudo dar certo é quando tudo está indo contra você, pois o melhor impulso para a falta de coragem é a ação. Não fique sentada se lamentando, levante-se e faça algo!

            Use esse tempo difícil a seu favor, faça tudo novo e acredite que você pode sair dessa e seguir em frente para uma vida de grandes conquistas. Tudo passará a dar certo, quando você começar a entender que o que você determinar você poderá alcançar, basta acreditar em si mesma.

       Saiba que suas ações no seu tempo determinam o seu futuro, pois as melhores conquistas acontecem quando agimos com atitudes corajosas em situações desencorajantes.

           O que você pode fazer, nesse exato momento, para chegar mais longe? Acredite em você e comece a agir, já.

Márcia Paula












sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Um Novo Tempo!

Depois de alguns anos... 


Um dia eu implorei para que alguém ficasse na minha vida. Talvez eu estivesse obcecada demais ou apenas obstinada a não perder uma batalha. A única coisa que sei é que eu derramei todo o meu coração diante de alguém que não reagia. Eu não conseguia imaginar a vida sem ele. Eu não vislumbrava um amanhã que não fosse ao lado dele. Eu chorava copiosamente só de imaginar que quando chegasse em casa eu teria que deletar todas as fotos, retirar o relacionamento da rede social, apagar as lembranças da memória, abraçar novamente a minha solteirice.


Aquele dia foi muito doloroso para mim, mas ainda bem que ele existiu. Que ele aconteceu. Sabe por quê? Porque eu vivia uma relação abusiva e não entendia. Eu pedia desculpas por situações que não eram geradas por mim. Eu me anulava, pisava em ovos para não ter uma discussão. A relação não era saudável e todos viam, menos eu. Às vezes por mais que nos digam, nos apontem, a gente precisa perceber por conta própria que algo no faz mal.

Inúmeras vezes eu deixei de abrir meu coração com um amigo, porque em meu íntimo eu sabia que ele falaria a verdade para mim (verdade que não estava preparada a ouvir). Passados alguns anos eu olho para essa experiência e percebo o quanto ela me fez crescer. À época escrevi a seguinte frase: “se você tem que lutar por um espaço na vida de alguém, eu lhe asseguro, esse lugar não lhe cabe”.

Às vezes a gente precisa entender que amor abre portas e não frestas, que ele te acolhe e não te força a brigar por lugares, que ele faz café e te convida para sentar à mesa. Amor de verdade é leve, gente. Tudo aquilo que exige energia demais, esforço demais, precisa ser reavaliado. Amor nunca foi ringue de batalha.

D.A

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Sempre Haverá Alguém... Confie!!!



Se por acaso você não conseguir caminhar
Se os seus pés enfraquecerem se a estrada se alongar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe carregar
Se por acaso você sentir a alma sangrar
E se a alma ferida fizer o seu corpo chorar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe consolar
Se por acaso você sentir o mundo escapar
Se tudo for solidão, se a solidão maltratar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe abraçar
Se por acaso você não conseguir enxergar
Perdido dentro de si, vendo tudo se apagar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe encontrar
Se por acaso você sentir a vida açoitar
E, na hora da agonia, você se desesperar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe acalmar
Se por acaso você ver tudo se apressar
Se todo mundo correr
Se o tempo acelerar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe esperar
Se por acaso você deixar de acreditar
Se a própria humanidade lhe decepcionar
Sempre haverá um alguém capaz de inspirar
Se por acaso você sentir medo de amar
Se achar que não é mais capaz de se apaixonar
Sempre haverá um alguém capaz de lhe conquistar
Sempre haverá, meu povo
Sempre haverá amor
Sempre haverá o bem
Numa via de mão dupla, com a força de um trem
Alguém ajuda você
E você ajuda alguém
Repare. Já que sempre haverá alguém para...
Lhe entender
Lhe carregar
Lhe acalmar
Abraçar quando doer
Alguém para lhe confortar quando o mundo lhe bater
Já que sempre haverá alguém para lhe socorrer
Só é preciso ser justo e grato para perceber
que sempre haverá alguém precisando de você.




Bráulio Bessa

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Eu aprendi a levar um dia de cada vez.


Eu aprendi a levar um dia de cada vez. 

A não me apressar em sofrer e preocupar com o que ainda não é um problema. Aprendi a usar meu otimismo, a ponto de irritar as pessoas a minha volta com tantos "relaxa, vai da certo". 

Aprendi também que chorar de rir é bem melhor e que essas lágrimas contagiam mais do que as outras. Aprendi que reclamar não faz bem nenhum e que ser direto é a melhor forma de resolver as coisas. O que os outros pensam não importa também, foi o que aprendi, desde que tudo esteja em ordem com a consciência. 

Outra coisa que descobri sem querer é que levantar de um tombo faz a caminhada ser ainda melhor. Sacudir a poeira e deixar as coisas irem se traduzindo por si só, sem procurar detalhes em coisas desnecessárias e as vezes até irreais. 

Aprendi a parar de tentar entender as pessoas, os porquês, as reações, os gestos, as intenções; nem tudo é tao pensado, arquitetado, premeditado, as vezes são impulsos, um momento, sem um significado oculto ou um motivo por trás. Aprendi também que as pessoas são burras, eu sou, você é. Fingimos não amar quem amamos e adorar quem detestamos. Bloqueamos sentimentos bons e cultivamos sentimentos negativos. Aprendi a não fazer isso. 

Aprendi a dar atenção, mesmo que não receba de volta, a demonstrar quando sinto e pensar que esse pode ser o último dia, o último "bom dia". Aprendi que das lutas que cada um vive eu não sei da metade. Que nem sempre a imagem reflete o interno, porque eu mesma já chorei por dentro com um sorriso no rosto. Pois bem, aprendi! Digamos que colocar em prática seja um pouco mais complicado do que escrever. 

Mas por enquanto tem dado certo. E talvez por ter aprendido de forma doída é que me sinto tão bem. Aprender e continuar aprendendo por que isso não é nem metade. Mas saber que a vida ensina é o primeiro passo para não passar os dias vivendo por viver sem tirar lição alguma das experiências. 



(Instagram: @carolfaria29)


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

A Procura

Andei pelos caminhos da vida.
Caminhei pelas ruas do destino
procurando meu signo.

Bati na porta da Fortuna,
mandou dizer que não estava.

Bati na porta da Fama,
falou que não podia atender.

Procurei a casa da Felicidade,
a vizinha da frente me informou que
ela tinha se mudado sem deixar novo endereço.

Procurei a morada da Fortaleza
Ela me fez entrar...

Deu-me veste nova, perfumou meus cabelos...
Fez-me beber de vinho.



Acertei o meu caminho.

(Cora Coralina)

Cora Coralina

terça-feira, 20 de novembro de 2018

“A GENTE MORRE“




Texto Lindo. Faço minhas, cada palavra contida nele...
“A GENTE MORRE e fica tudo aí, os planos a longo prazo e as tarefas de casa, as dívidas com o banco, as parcelas do carro novo que a gente comprou pra ter status.
A GENTE MORRE sem sequer guardar as comidas na geladeira, tudo apodrece, a roupa fica no varal.
A GENTE MORRE, se dissolve e some toda a importância que pensávamos que tínhamos, a vida continua, as pessoas superam e seguem suas rotinas normalmente.
A GENTE MORRE e todos os grandes problemas que achávamos que tínhamos se transformam em um imenso vazio, não existem mais problemas.
Os problemas moram dentro de nós.
As coisas têm a energia que colocamos nelas e exercem em nós a influência que permitimos.
A GENTE MORRE e o mundo continua caótico, como se a nossa presença ou ausência não fizesse a menor diferença.
Na verdade, não faz.
Somos pequenos, porém, prepotentes. Vivemos nos esquecendo de que a morte anda sempre à espreita.
A GENTE MORRE, pois é.
É bem assim: Piscou, morreu.
O cachorro é doado e se apega aos novos donos.
Os viúvos se casam novamente, fazem sexo, andam de mãos dadas e vão ao cinema.
A GENTE MORRE e somos rapidamente substituídos no cargo que ocupávamos na empresa.
As coisas que sequer emprestávamos são doadas, algumas jogadas fora.
Quando menos se espera, A GENTE MORRE. Aliás, quem espera morrer?
Se a gente esperasse pela morte, talvez a gente vivesse melhor.
Talvez a gente colocasse nossa melhor roupa hoje, fizesse amor hoje, talvez a gente comesse a sobremesa antes do almoço.
Talvez a gente esperasse menos dos outros, se a gente esperasse pela morte, talvez a gente perdoasse mais, sorisse mais, saísse a tarde para ver o mar, talvez a gente quisesse mais tempo e menos dinheiro.
Quem sabe, a gente entendesse que não vale a pena se entristecer com coisas banais, ouvisse mais música e dançasse mesmo sem saber.
O tempo voa.
A partir do momento que a gente nasce, começa a viagem veloz com destino ao fim, e ainda há aqueles que vivem com pressa!
Sem se dar o presente de reparar que cada dia a mais é na realidade um dia a menos, porque A GENTE MORRE o tempo todo, aos poucos e um pouco mais a cada segundo que passa.
O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM O TEMPO QUE TE RESTA?



domingo, 11 de novembro de 2018

A DOR DA ALMA, A PIOR DE TODAS AS DORES...

Ela precisava de muita coisa. Só não conseguia fazer.
- Tão simples!
Diziam os amigos.
- Tem que ir!
Diziam os donos da verdade. Mas ela não conseguia. Nem as coisas mais fáceis. Ir até a esquina? Comparecer à consulta marcada? Tomar os remédios na hora? Nem na hora, nem depois. Regar as plantinhas que definhavam a olhos vistos? Também não.
Secas, as plantas e ela. Encolhida num canto escuro, sua alma também definhava. Tinham acabado seus estoques de ânimo, coragem, decisão. Como foi que tinha ficado assim? Como tinha chegado nesse fundo de poço? Ela não lembrava.
Nem sabia explicar. Só sentia. Sentia muito. Muito mesmo. As ordens dos normais lhe doíam. As críticas? Lhe esfolavam por dentro. Ela não era louca. Nem preguiçosa ou Ingrata. Ela só não conseguia.
Tinha dias de não conseguia comer. Outros, de não parar de comer. Não conseguia dormir. Outros, nem saía da cama. Tomar banho? Lavar os cabelos? Nem sempre ela conseguia. Nada lhe dava prazer. Nada tinha gosto.
Nada mais tinha cor. Sua vida era um filme de quinta. Mal feito. Mal dirigido. Não era melhor desistir? Ela já tinha pensado nisso. Mais vezes do que gostaria.
Dormir era difícil. Acordar era ainda mais. Imaginar que tinha mais um dia inteiro pela frente? Um tormento. Às vezes a angústia vinha tanta que ela tinha enjoos. Vomitava, tinha dores. A vida inteira lhe doía pelo corpo. Como a pedir socorro. Como a gritar por ajuda.
Era um corpo marcado pela dor. Pela dor da alma, a pior de todas as dores. A invisível. A que não aparece na ultrassonografia, nos raios x, nas tomografias. Mas está lá, silenciosa. Maligna. Incompreendida. Para a dor da alma não tem morfina.
A dor da alma é aquela que ninguém diagnostica. Que come solta por dentro. Maltrata. Definha. Mata. É a dor que pede a própria morte. Que implora por um fim. Por isso, a mais perigosa de todas as doenças. A que não pode ser julgada.
Deveria ser só ajudada se não por amor, pelo menos com compaixão. O ser que ao seu lado sofre não merece seu olhar de acusação. Nem seu julgamento. Depressão não é falta de vergonha na cara. Não é falta de vontade. Nem de Deus no coração.
Não entende? Não pode ajudar? Se afaste. Cale a boca. Não piore o que já não está fácil. A depressão é uma doença cruel. De todas, a mais incompreendida. Estenda a mão. Fique do lado. Escute.
Tente levar a pessoa a um psicólogo. Essa é a ajuda possível. Se a pessoa não quiser, de vez em quando, insista de novo. A negativa do depressivo em sair, em se tratar, irrita quem quer ajudar. É assim mesmo.
Só não perca de vista que você está lidando com uma pessoa doente. Que precisa de ajuda. Que reage assim porque está muito mal. Se conseguir, não abandone. Fique por perto.
Muitas vezes os depressivos não conseguem sair de casa. Você chama, eles não vão. Você programa, eles não conseguem chegar. Apenas entenda, é mais forte do que eles. Eles estão travando uma luta interna. Uma luta terrível que causa um desgaste enorme.
A depressão pode ser comparada a uma guerra. Uma guerra interna. Cruel. Devasta tudo. Arrasa o que vê pela frente. A pessoa luta contra ela mesma. Dá para entender? Faz sentido? Mas é assim que acontece.
Como um câncer que começa dentro da gente e vai murchando tudo por dentro. Envenenando, impossibilitando a vida. Nem sempre é fácil reagir. A depressão é o câncer da alma.
O depressivo se afoga por dentro. Se afoga em angústias, tristezas, conflitos, culpas. Ele pode disfarçar. Rir, contar piada, divertir quem está em volta. Por dentro? Clima de velório.
Toda ajuda é bem vinda. Amigos, família, religiões que entendam e apoiem, grupos de apoio, tudo que puder entender a sua dor é lucro. Fora isso, a terapia é a grande saída. É o espaço de desabafo.
Lugar de se recriar, de se repensar, de entender seus afetos, de fazer as pazes com seu passado e acreditar no futuro. De reavaliar suas relações. É comum pessoas entrarem em relações abusivas e não se darem conta. A terapia ajuda a desvendar essas situações.
Terapia não é para malucos. Malucos são os que se acham normais e saem por aí ditando regras na vida dos outros. Terapia é lugar de fortes. De gente do bem que sofre, sim, mas acredita que pode ser mais feliz . Por isso eu acho, e confirmo a cada dia, terapia é vida.
Mônica Raouf El Bayeh