quinta-feira, 25 de junho de 2026

"Há lugares onde a alma sempre pertence". 🌻

Há caminhos que nunca deixam de nos chamar.

A Educação me transformou. Ensinou-me sobre paciência, diversidade, inclusão e sobre a força que existe em acreditar nas pessoas. Cada aluno, cada família e cada colega deixaram marcas que levarei para sempre.

Mas, em breve, volto para casa.

Volto para a Assistência Social, profissão que escolhi com o coração e que sempre fez parte da minha essência. É nela que encontro o compromisso com a dignidade humana, a defesa de direitos e a esperança de que, mesmo diante das maiores vulnerabilidades, é possível construir novos caminhos.

Não encaro esse retorno como um adeus à Educação. Levo comigo tudo o que vivi e aprendi. As duas áreas dialogam, se complementam e transformam vidas de maneiras diferentes, mas igualmente necessárias.

Regresso mais madura, mais sensível e com a certeza de que cada etapa da minha trajetória teve um propósito.

Porque, às vezes, a vida nos leva por outros caminhos apenas para que possamos voltar para casa ainda melhores do que quando partimos.

E eu volto com o coração cheio de gratidão, pronta para recomeçar.


"Há quem conte a vida pelos cargos que ocupou. Eu prefiro contá-la pelas vidas que tive o privilégio de encontrar. E, se a vida me permite voltar à Assistência Social, é porque alguns reencontros são, na verdade, um chamado da alma."





A gratidão que floresce na Educação Especial

Há encontros que acontecem por acaso. Outros, porém, acontecem para nos ensinar algo sobre a vida, sobre as pessoas e sobre nós mesmos.

Ao encerrar mais um semestre na Educação Especial, meu coração transborda gratidão. Gratidão pelas mãos que se estenderam nos momentos de dúvida, pelas palavras de incentivo nos dias difíceis e pelos sorrisos compartilhados quando as conquistas pareciam pequenas aos olhos de muitos, mas imensas para quem conhece a realidade do nosso trabalho.

A Educação Especial nos ensina diariamente que cada avanço tem valor, que cada conquista merece ser celebrada e que o olhar humano continua sendo a ferramenta mais poderosa da educação. E é justamente por isso que a caminhada se torna mais bonita quando encontramos pessoas dispostas a compartilhar conhecimento, experiências, desafios e esperanças.

Neste semestre, aprendi muito mais do que técnicas, metodologias ou estratégias pedagógicas. Aprendi sobre acolhimento, parceria, empatia e respeito. Aprendi que, por trás de cada profissional, existe uma história, uma luta silenciosa e um desejo genuíno de fazer a diferença na vida de nossos estudantes.

Por isso, deixo aqui minha sincera gratidão a todos os colegas que fizeram parte dessa trajetória. Obrigada pela acolhida, pela convivência harmoniosa, pelas trocas enriquecedoras e pelo compromisso diário com uma educação mais inclusiva e mais humana.

Seguimos em uma missão que, muitas vezes, exige mais do coração do que das palavras. E talvez seja justamente por isso que ela seja tão especial.

Que o próximo semestre nos encontre com a mesma disposição para aprender, ensinar, acolher e transformar. Porque quando trabalhamos juntos, nenhum desafio é maior do que a força daquilo que acreditamos.

Com carinho e gratidão.


"Aos colegas que caminharam comigo neste semestre, minha gratidão. Que nunca nos faltem sensibilidade para acolher, coragem para enfrentar os desafios e esperança para continuar acreditando no poder transformador da educação."

segunda-feira, 22 de junho de 2026

"Nem tudo que custa caro tem valor. E quase tudo que tem valor não tem preço."

 O que custa e o que vale

Vivemos em uma sociedade que aprendeu a colocar preço em quase tudo. Compramos roupas, casas, carros, celulares e serviços. Sabemos exatamente quanto custam muitas coisas. Mas será que sabemos quanto elas realmente valem?

Existe uma diferença enorme entre custo e valor.

O custo pode ser medido em dinheiro. O valor, não. O valor está nas experiências, nos sentimentos, nos aprendizados e nas pessoas que cruzam nosso caminho.

Uma formação universitária custa mensalidades, livros, noites sem dormir e muitos sacrifícios. Mas seu valor está muito além do diploma pendurado na parede. Está na transformação que ela provoca em quem somos.

Um abraço não custa nada, mas pode valer mais do que qualquer presente. Uma conversa sincera, um gesto de carinho, a presença de alguém em um momento difícil não possuem etiqueta de preço, mas carregam um valor imensurável.

Também existem conquistas que custam lágrimas, renúncias e perseverança. Quem olha de fora vê apenas o resultado. Não vê as batalhas silenciosas, os medos vencidos e as vezes em que pensamos em desistir. O custo ficou para trás, mas o valor permanece.

Talvez um dos maiores desafios da vida seja aprender a distinguir aquilo que apenas custa daquilo que realmente vale. Porque o dinheiro compra conforto, mas não compra paz. Compra uma casa, mas não um lar. Compra companhia, mas não amizade. Compra tratamento, mas não amor.

No final das contas, as maiores riquezas não cabem em uma conta bancária. Elas moram na memória, nos afetos, nas histórias construídas e nas pessoas que escolhem caminhar ao nosso lado.

E você? Tem dedicado mais atenção ao que custa ou ao que realmente vale? Resposta dificil....

Iza Lima 🌻

domingo, 21 de junho de 2026

"Muito Além de um Documento: A História por Trás da Minha Carteira Nacional Docente" 🌻❤️

Hoje segurei em minhas mãos a Carteira Nacional Docente. Para muitos, pode parecer apenas um documento. Para mim, ela carrega uma história escrita com esforço, lágrimas, noites de estudo, dúvidas, cansaço e, principalmente, persistência.

Nela estão registradas minhas licenciaturas em Sociologia, História, Pedagogia e Educação Especial. Cada uma dessas formações representa uma etapa da minha caminhada, marcada por desafios que muitas vezes me fizeram pensar em desistir, mas também por uma vontade imensa de continuar aprendendo e transformando vidas por meio da educação.

Ao longo dessa trajetória, atuei no Ensino Médio, no Ensino Fundamental I e II e, atualmente, na Educação Especial, área que me aproxima profundamente do Serviço Social, minha grande paixão. E, sinceramente, ainda não sei dizer qual profissão é mais desafiadora. A Assistência Social e a Educação caminham lado a lado na minha vida. Ambas exigem sensibilidade, escuta, empatia, conhecimento e, acima de tudo, compromisso com o ser humano.

Se há algo que aprendi nesses anos, é que educar vai muito além de ensinar conteúdos, assim como assistir socialmente vai muito além de garantir direitos. Em ambas as áreas, lidamos diariamente com sonhos, fragilidades, superações e esperanças.

Esta carteira não representa apenas títulos acadêmicos. Ela simboliza cada obstáculo vencido, cada aluno que cruzou meu caminho, cada família atendida, cada aprendizado construído e cada recomeço que escolhi fazer.

Hoje celebro esta conquista com gratidão. Gratidão pela mulher que não desistiu, pela profissional que continua aprendendo e pela certeza de que tanto a Educação quanto o Serviço Social me completam e dão sentido à minha caminhada.

🌻 Que venham novos desafios, novas aprendizagens e novas oportunidades de fazer a diferença na vida das pessoas. ❤️




Quando a camisa deixa de representar um sonho

Durante muitos anos, torcer pela Seleção Brasileira foi quase uma obrigação emocional para milhões de brasileiros. Vestir a camisa amarela significava acreditar em algo maior, celebrar uma identidade coletiva e sonhar com vitórias que, por alguns instantes, uniam um país tão diverso.

Mas, para mim, isso mudou.

Hoje, torcer pelo Brasil em uma Copa do Mundo não faz mais parte de quem sou. Não porque eu tenha deixado de gostar de futebol ou de reconhecer a importância histórica da nossa seleção. A mudança aconteceu quando compreendi que o verdadeiro jogo que o Brasil precisa vencer está muito longe dos gramados.

Enquanto comemoramos gols, continuamos convivendo com desigualdades sociais profundas, uma educação que luta diariamente para sobreviver, sistemas públicos sobrecarregados e milhões de pessoas que ainda não têm acesso às oportunidades mais básicas para viver com dignidade.

O problema nunca foi o futebol. O problema é perceber que, geração após geração, muitos dos nossos desafios estruturais permanecem praticamente os mesmos. Mudam os governos, mudam os discursos, mudam os campeonatos, mas a realidade de quem vive à margem continua dolorosamente semelhante.

Não consigo vibrar por uma vitória esportiva ignorando as derrotas diárias enfrentadas por tantas famílias brasileiras. Crianças que estudam em condições precárias, trabalhadores que sobrevivem com dificuldades, mulheres vítimas de violência, idosos esquecidos e jovens que veem seus sonhos limitados pela falta de oportunidades.

Talvez algumas pessoas considerem essa visão pessimista. Eu prefiro chamá-la de consciência. Porque amar um país não significa fechar os olhos para seus problemas. Pelo contrário. Amar um país é desejar que ele seja melhor para todos.

Minha distância da torcida não representa falta de patriotismo. Representa um desejo profundo de ver o Brasil conquistar vitórias mais importantes: menos desigualdade, mais educação, mais justiça social, mais respeito à vida humana.

Quando esse dia chegar, talvez eu volte a vestir uma camisa verde e amarela com o mesmo entusiasmo de antes.

Até lá, continuo torcendo. Mas não por um título mundial.

Continuo torcendo por um Brasil que finalmente aprenda a vencer fora dos estádios.

Iza Lima 🌻




domingo, 14 de junho de 2026

"Espero que um dia eu consiga me perdoar por tudo o que me submeti."

 Introdução

Às vezes, carregamos dentro de nós palavras que parecem traduzir exatamente o que sentimos, como se fossem um espelho da alma. A frase que me acompanha hoje é: “Espero que um dia eu consiga me perdoar por tudo o que me submeti.”
Ela não é apenas um pensamento, mas um convite à reflexão sobre nossas próprias escolhas, dores e a coragem de buscar o perdão em nós mesmos.


Carrego essas palavras como um sussurro íntimo, um pedido silencioso ao meu próprio coração. Durante muito tempo, aceitei dores que não merecia, me calei diante de situações que me feriam e me coloquei em lugares que apagavam minha essência. Hoje, ao olhar para trás, percebo que cada escolha, ainda que difícil, foi parte da minha caminhada.

O perdão que busco não é para os outros, mas para mim mesma. Perdoar-me por ter sido dura comigo, por ter ignorado meus limites, por ter acreditado que precisava suportar mais do que deveria. Esse perdão é um ato de amor, um gesto de acolhimento, uma forma de dizer: “Eu mereço paz, eu mereço leveza, eu mereço recomeçar.”

Que um dia eu consiga me abraçar sem julgamentos, me olhar sem cobranças e me aceitar com todas as cicatrizes que carrego. Porque cada marca é prova da minha resistência, e cada queda é lembrança da minha força.

E quando esse dia chegar, sei que estarei inteira, não porque nunca sofri, mas porque finalmente aprendi a me perdoar por tudo o que me submeti.


Conclusão

O caminho do perdão próprio é lento, mas é também libertador. Quando finalmente conseguimos nos acolher sem julgamentos, descobrimos que não somos definidos apenas pelas quedas, mas pela força de levantar e seguir. Que cada leitor que se identificar com essas palavras encontre também a esperança de se abraçar com ternura e se permitir recomeçar.


“Perdoar-se é libertar-se. E na liberdade, reencontrar a própria paz.”





Filadélfia

Cidade na Pensilvânia, EUA - 14-6-2026

domingo, 26 de abril de 2026

“Eu sobrevivi: o que a violência psicológica quase levou de mim”


Esse texto literalmente me representa, pois vivi na pele a convivência com um demônio maldito e narcisista. 

A violência contra a mulher, especialmente em sua forma mais extrema o feminicídio não nasce de um dia para o outro. Ela começa silenciosa, muitas vezes disfarçada de cuidado, controle ou “amor”. A violência psicológica é, frequentemente, o primeiro passo de um ciclo cruel que aprisiona, apaga identidades e corrói a autonomia da mulher até que, em muitos casos, evolui para agressões físicas e, tragicamente, para a morte.

No Brasil, o feminicídio foi reconhecido legalmente como crime hediondo pela Lei do Feminicídio, um marco importante que deu nome a uma realidade que por muito tempo foi tratada como “crime passional” uma expressão que, por si só, já revela o quanto a sociedade tentou romantizar a violência. Antes disso, a Lei Maria da Penha já havia estabelecido mecanismos de proteção, mas a prática ainda mostra uma distância dolorosa entre a lei e a vida real.

Falar de feminicídio é falar de poder, de desigualdade e de uma cultura que ainda normaliza o controle sobre o corpo e as decisões das mulheres. É falar de uma sociedade que muitas vezes questiona a vítima, mas raramente confronta o agressor com a mesma intensidade. É falar de vidas interrompidas e de histórias que poderiam ter sido diferentes se houvesse escuta, acolhimento e ação no tempo certo.

Chamar esse fenômeno de “câncer” não é exagero. Assim como uma doença silenciosa, ele se instala, se espalha e destrói não apenas a vida da vítima, mas também famílias inteiras e o tecido social. E, como todo câncer, exige diagnóstico precoce, enfrentamento direto e políticas públicas eficazes. Mas também exige algo que nenhuma lei consegue impor sozinha: mudança cultural.

Romper com esse ciclo, como você fez, é um ato de coragem que muitas ainda estão tentando alcançar. Sobreviver à violência psicológica já é, por si só, uma forma de resistência. E transformar essa dor em voz, em denúncia, em reflexão, em escrita e é uma maneira poderosa de impedir que o silêncio continue sendo cúmplice.

Falar sobre isso incomoda. E precisa incomodar. Porque enquanto ainda houver mulheres vivendo com medo dentro de suas próprias casas, o problema não é individual  é coletivo.




terça-feira, 21 de abril de 2026

Da dedicação à conquista: minha MBA em Psicopedagogia

Concluir uma MBA em Psicopedagogia não é apenas somar um título ao currículo, é atravessar um caminho de estudo, reflexão e compromisso com o outro. Hoje, encerro mais uma etapa da minha trajetória com a certeza de que cada página lida, cada desafio enfrentado e cada aprendizado construído fizeram sentido.

A Psicopedagogia me ensinou a olhar além das dificuldades aparentes. Mostrou que por trás de cada processo de aprendizagem existem histórias, emoções, contextos e possibilidades. Aprendi que educar não é apenas ensinar conteúdos, mas compreender sujeitos, respeitar tempos e acreditar no potencial de cada indivíduo.

Essa conquista carrega noites de dedicação, momentos de cansaço e, principalmente, uma vontade constante de fazer a diferença. Não foi um caminho fácil  e talvez por isso seja ainda mais significativo. Cada obstáculo superado reforçou minha escolha e fortaleceu meu propósito.

Hoje, celebro não só a conclusão de uma MBA, mas a ampliação do meu olhar, da minha sensibilidade e do meu compromisso com a educação. Sigo mais preparada, mais consciente e ainda mais apaixonada pelo que faço.

Que essa nova etapa traga oportunidades, aprendizados e, acima de tudo, a chance de transformar vidas começando, todos os dias, pela minha própria.

Porque crescer também é isso: nunca parar de aprender, de se reinventar e de acreditar que sempre é possível ir além. 🌻

A DEUS minha GRATIDAO. Ao meu filho Eduardo e ao César, todo meu AMOR



Uruguai e suas belezas...

Viajar para o Uruguai foi mais do que conhecer um novo país, foi viver uma experiência que tocou fundo, daquelas que ficam guardadas com carinho na memória. E talvez tenha sido ainda mais especial porque não estive sozinha. Ao meu lado, uma companhia que transformou cada paisagem em algo ainda mais bonito, cada silêncio em aconchego e cada momento em lembrança.

O Uruguai me surpreendeu pela delicadeza. Em Montevidéu, caminhar pela Rambla de Montevidéu foi como desacelerar o tempo. O vento vindo do rio, o som suave das águas e o céu que parecia pintar despedidas perfeitas ao entardecer… tudo convidava a sentir, mais do que apenas ver. Era impossível não segurar aquela mão ao lado e agradecer, em silêncio, por estar ali.

Já em Colônia do Sacramento, o tempo parece caminhar em outro ritmo. As ruas de pedra, as construções antigas e o charme quase cinematográfico criam um cenário que abraça. O Barrio Histórico, com sua simplicidade encantadora, nos fez perder a noção das horas e, talvez, encontrar algo mais raro: presença.

E como não falar de Punta del Este? Com suas praias de águas claras e sua energia vibrante, o destino mistura tranquilidade e vida em perfeita harmonia. Ali, entre o som das ondas e o calor do sol, entendi que felicidade, às vezes, é simplesmente estar no lugar certo, com a pessoa certa.

O Uruguai não é um país de excessos e sim um país de detalhes. Está no sabor de um bom vinho, no aroma de um café compartilhado, no pôr do sol que parece durar mais do que deveria. Está nas conversas sem pressa, nos olhares que dizem tudo e nos caminhos que, mesmo desconhecidos, parecem familiares.

Voltei dessa viagem diferente. Com o coração leve, os olhos cheios de beleza e a certeza de que alguns lugares não são feitos apenas de paisagens, mas de sentimentos. E o Uruguai, para mim, será sempre lembrado assim: um destino onde fui feliz de verdade. EU, VOCÊ, NÓS...

Obrigada é a palavra que define. 




quarta-feira, 18 de março de 2026

Impor limites não afasta quem te ama: afasta quem te usa

Há frases que chegam como um estalo. “Impor limites não afasta quem te ama, afasta quem te usa” é uma delas. Ela nos lembra de algo simples, mas poderoso: o amor verdadeiro não teme fronteiras saudáveis. Quem se importa com você não se sente ameaçado quando você diz “não”. Pelo contrário, entende, acolhe e respeita.

Limites não são muros, são portas. Portas que você controla, que abrem para o que faz bem e se fecham para o que te desgasta. Ainda assim, muita gente hesita em colocá-los por medo de parecer egoísta, difícil ou “demais”. Mas a verdade é que viver sem limites é que nos esgota, nos fragmenta e nos afasta de nós mesmos.

Quando você começa a se posicionar, algo curioso acontece: algumas pessoas se afastam. E isso dói. Mas, com o tempo, você percebe que esse afastamento não é perda é filtragem.

Quem estava ali apenas pelo que você oferecia, e não por quem você é, naturalmente se incomoda quando você deixa de ser conveniente. Já quem te ama de verdade permanece, porque entende que limites não são barreiras contra o outro, mas proteção para você.

Impor limites é um ato de amor-próprio, mas também é um convite para relações mais honestas. É dizer: “Eu me respeito, e quero que você me respeite também.” É escolher vínculos que crescem, não que consomem. É permitir que sua energia seja investida onde há reciprocidade, e não exploração.

No fim das contas, limites não afastam o amor, eles o revelam. Mostram quem está ao seu lado porque te valoriza, e quem estava apenas porque era fácil te usar. E, quando essa clareza chega, você finalmente entende que perder quem te usava nunca foi perda. Foi libertação.



Iza Lima - Professora de Educação Especial e Inclusiva - Libras 2 A - EMEI Bairro Piúva

domingo, 8 de março de 2026

🌻 Entre girassóis e tempestades: a mulher que eu me tornei

Não é o 8 de março que me define. Meu dia não cabe em uma data. Ele pulsa em cada escolha que fiz, em cada madrugada de estudo, em cada porta que abri com esforço, coragem e fé. Sou feita de permanências, não de homenagens ocasionais.

Venci pelo estudo e essa vitória tem nome, tem história, tem cicatrizes. Sou fruto da Sociologia que me ensinou a olhar o mundo, do Serviço Social que me ensinou a cuidar, da História que me ensinou a lembrar, da Pedagogia que me ensinou a transformar, da Educação Especial que me ensinou a incluir. Sou também as pós-graduações que abracei: Gerontologia, Educação Especial, Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia. Cada diploma é um pedaço da mulher que insisti em ser.

Venci um câncer. Venci o medo. Venci o silêncio. Venci o que tentaram me fazer acreditar que eu não seria capaz de vencer.

Passei em concursos, escolhi caminhos, recusei outros. Não por falta de oportunidade, mas por abundância de consciência. Aprendi que não preciso de muitos amigos, nem de laços que não me nutrem. Meu mundo é suficiente. Minha fé é suficiente. Eu sou suficiente.

Hoje, desejo apenas o essencial: muitos girassóis, o mar sempre por perto, saúde para continuar, viagens para expandir a alma e força para seguir sendo quem sou sem pedir licença, sem caber em molduras, sem me diminuir para caber em expectativas alheias.
Não sou o que esperam de mim. Sou o que construí com minhas próprias mãos.
E isso, para mim, é liberdade.

Iza Lima - 08 de março de 2026

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Gratidão e Otimismo no Cotidiano: Pequenos Gestos que Transformam a Vida

Em meio à correria diária, é fácil deixar que as preocupações tomem o centro do palco. A rotina aperta, os desafios se acumulam e, quando percebemos, estamos vivendo no modo automático. Mas existe um caminho simples e profundamente transformador  para resgatar leveza e presença: cultivar a gratidão e o otimismo no cotidiano.

Essas duas atitudes não são fórmulas mágicas, nem exigem grandes mudanças. Elas nascem de escolhas pequenas, feitas repetidamente, até se tornarem parte natural da nossa forma de olhar o mundo.

A força silenciosa da gratidão nos remete a isso.

Gratidão não é ignorar dificuldades. É reconhecer que, mesmo em dias turbulentos, existem pontos de luz que merecem ser vistos. Pode ser um café quente pela manhã, uma conversa inesperada, um sorriso que cruzou o caminho, ou até a coragem de levantar da cama quando tudo parecia pesado.

Quando treinamos o olhar para perceber esses detalhes, algo muda dentro de nós. A vida deixa de ser apenas uma lista de obrigações e passa a ser um espaço onde coisas boas também acontecem e acontecem todos os dias.

Otimismo: um hábito que se constrói

Ser otimista não significa acreditar que tudo dará certo sempre. Significa confiar que, aconteça o que acontecer, você terá recursos internos para lidar com o que vier. É uma postura ativa, não ingênua.

Otimismo é olhar para o futuro com curiosidade, não com medo. É entender que cada desafio traz consigo uma oportunidade de aprendizado. É permitir-se acreditar que há caminhos possíveis, mesmo quando o cenário parece confuso.Um convite para viver com mais presença

Gratidão e otimismo não eliminam problemas, mas mudam a forma como caminhamos por eles. Tornam a vida mais suave, mais consciente e mais nossa. Quando escolhemos enxergar o que há de bom mesmo que seja pouco abrimos espaço para que mais coisas boas floresçam.

No fim das contas, viver com gratidão e otimismo é um gesto de cuidado consigo mesma. É uma forma de dizer: “Eu mereço enxergar beleza, mesmo nos dias comuns.”



EMEIF BAIRRO PIUVA - JUQUIÁ - SP

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

2026: O Ano em Que Eu Me Escolho

2026 chegou, e com ele veio uma certeza que eu demorei anos para admitir: eu não posso continuar vivendo como se fosse obrigação minha sustentar o mundo de todo mundo. Este ano não é sobre promessas vazias, nem sobre metas impossíveis. É sobre limites. Sobre coragem. Sobre verdade.

Eu passei tempo demais dizendo “sim” quando meu corpo gritava “não”. Tempo demais me moldando para caber em espaços que nunca foram meus. Tempo demais sendo presença constante para pessoas que só lembram que eu existo quando precisam de algo. E, sinceramente, isso me cansou de um jeito que eu não quero mais carregar.
2026 será vivido como se não houvesse 2027.
Não por impulso, mas por consciência.
Porque eu finalmente entendi que a vida acontece agora e que eu não posso continuar adiando minha própria existência para atender expectativas alheias.
Este ano, eu vou falar “não” mais vezes.
Sem culpa.
Sem medo.
Sem justificativas longas para quem nunca se explica quando me fere.
Vou fugir de pessoas narcisistas, manipuladoras, egoístas e emocionalmente preguiçosas.
Vou fugir de quem só aparece quando precisa, de quem me procura por conveniência, de quem me trata como ferramenta e não como pessoa.
Vou abraçar menos e observar mais.
Não por frieza, mas por sabedoria.
Porque eu aprendi da forma mais dura que nem todo mundo merece acesso ao meu ao meu afeto, ao meu tempo, ao meu coração.
E tem mais:
Quando eu preciso, poucos estão disponíveis.
Mas quando alguém precisa de mim, eu tenho que estar o tempo todo.
Essa conta nunca fechou.
E em 2026, eu finalmente decidi parar de pagar sozinha por uma relação que nunca foi dividida.
Este também será o ano em que eu me desconecto do barulho.
Das redes sociais, das comparações, das cobranças invisíveis, das expectativas que não são minhas.
Eu quero silêncio.
Eu quero presença.
Eu quero vida real.
2026 é o ano em que eu me escolho.
Sem medo de perder quem nunca esteve comigo de verdade.
E eu termino dizendo, com toda a firmeza que esse novo ciclo exige:
Quem precisar de mim, desprecise esse ano, pois estarei cuidando de um bem maior: EU MESMA!



quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Mãos Dadas!

Andar de mãos dadas com quem se ama é um gesto simples, quase silencioso, mas carregado de significados profundos. É a forma mais delicada de dizer “estou aqui”, mesmo quando nenhuma palavra é dita. As mãos entrelaçadas criam um elo invisível que conecta corações, acalma medos e transforma o caminhar comum em um percurso cheio de afeto.

Nesse gesto, cabe o cuidado, a confiança e a promessa silenciosa de companhia. É dividir o ritmo dos passos, ajustar-se ao outro, sentir a presença firme que transmite segurança. Andar de mãos dadas é caminhar sabendo que, independentemente do destino, o mais importante já está ao seu lado.

Há amor no calor das mãos, na troca de energia, no conforto que nasce do toque. É ali que se confirmam os sentimentos sinceros, longe de discursos grandiosos. Porque quem ama de verdade não precisa provar basta segurar a mão e seguir junto, enfrentando o mundo com a certeza de que o amor, quando compartilhado, torna qualquer caminho mais leve.



Feliccità Pousada: Estr. Municipal Pedro Rosa da Silva 1515, Extrema, MG, 37640-000


Dias Mágicos... Dias Felizes... Nós!!! - 25/12/2025

R$ 1.621,00 e o país dos cofres cheios: para poucos.

Hoje o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00. O anúncio veio acompanhado de sorrisos, gráficos coloridos e discursos sobre responsabilidade social. Do alto dos palanques e gabinetes climatizados, parece mesmo suficiente.

Afinal, quem decide o valor não vive com ele.
Na vida real, esse salário precisa sustentar uma família inteira: pai, mãe, dois filhos. Precisa pagar aluguel, água, luz, gás, transporte, comida, remédio e, se sobrar algum trocado, a esperança.
Mas não sobra. Nunca sobra. A matemática do trabalhador não fecha porque foi sabotada desde o início.
Enquanto isso, em Brasília e nas capitais, os cofres públicos seguem sangrando, não por falta de recursos, mas por excesso de desvios. Verbas que deveriam fortalecer a saúde, a educação e a assistência social evaporam em esquemas, rachadinhas, contratos superfaturados, emendas sem transparência e privilégios que não conhecem crise.
O trabalhador aperta o cinto. O político afrouxa a gravata.
R$ 1.621,00 é tratado como conquista, mas basta visitar um mercado para entender a farsa. O arroz sobe, o feijão sobe, o óleo sobe. O aluguel dispara. O transporte encarece. Já o salário mínimo sobe devagar, como se pedisse desculpas por existir. A inflação não espera, mas o reajuste sempre chega atrasado e incompleto.
É impossível ignorar o contraste: de um lado, famílias que escolhem entre comer carne ou pagar a conta de luz, do outro, representantes públicos com salários robustos, auxílios acumulados, verbas indenizatórias e benefícios que jamais passam pela prova do caixa do supermercado.
Fala-se muito em responsabilidade fiscal, mas pouco em responsabilidade moral. Se parte significativa do dinheiro público não fosse desviada para bolsos privados, talvez o salário mínimo pudesse, de fato, cumprir seu papel constitucional: garantir uma vida digna.
Mas no Brasil, o mínimo segue sendo apenas isso: o mínimo para sobreviver. E o máximo continua reservado a quem governa sem sentir o peso da própria decisão.
R$ 1.621,00 não revela apenas um valor econômico. Revela um país onde o sacrifício é coletivo, mas o lucro é seletivo. Onde o povo paga a conta e poucos brindam com o dinheiro público.
Detalhe: hoje é noite de Natal e a maioria do povo brasileiro ainda espera uma cesta básica mínima de alguma Organização Social séria e assim ter algo para colocar no prato.
NOJO DEFINE...

OBS: E ainda tem aqueles que esperam completar 65 anos para receberem BPC e falar que é APOSENTADORIA... CAPAZ!!!


O Peso do Vazio

Há dias em que o mundo parece barulhento demais. Não por causa das pessoas, mas por causa do vazio que elas carregam. Um vazio que brilha, que posa, que se exibe e que, de tão raso, faz eco.

A futilidade virou moda. Virou hábito. Virou até virtude em alguns cantos. É como se pensar tivesse se tornado um esforço desnecessário, e sentir, um luxo ultrapassado. As conversas se encolhem, as ideias se achatam, e o que sobra é uma coleção de superficialidades embaladas como se fossem grandes tesouros.

E o mais curioso é que ninguém percebe quando começa a escorregar para esse lugar. A futilidade chega devagar, como quem não quer nada. Primeiro rouba cinco minutos. Depois rouba a atenção. Depois rouba a capacidade de se indignar. E quando a gente vê, já está ali, repetindo frases prontas, vivendo no automático, achando normal o que nunca deveria ter sido.

É por isso que a frase dói:

“A futilidade deixa o ser humano cada dia mais imbecil.”

Dói porque é verdade.

Dói porque é urgente.

Dói porque, no fundo, a gente sabe que está cercado por isso — e às vezes até participa sem perceber.

Mas também existe resistência.

Existe quem ainda se incomode.
Quem ainda questione.
Quem ainda prefira a profundidade ao espetáculo.
Quem ainda escolha o silêncio cheio de sentido ao barulho cheio de nada.

E talvez seja isso que nos salva: a capacidade de olhar para o mundo e não aceitar o raso como destino. De cultivar pensamento, sensibilidade, lucidez. De perceber que, enquanto muitos se distraem com o brilho, há quem floresça como os girassóis buscando luz de verdade, não reflexo.

Porque, no fim, a futilidade pode até ser barulhenta.
Mas é o pensamento que permanece.



domingo, 23 de novembro de 2025

Onde o tempo parou para nós dois


O tempo desacelerou. Longe da pressa da cidade, o campo nos recebeu com seus silêncios cheios de significado. O céu parecia mais azul, o vento mais gentil, e cada detalhe do cheiro da terra molhada ao canto dos pássaros parecia conspirar a favor da paz.

Estávamos só nós dois. Sem notificações, sem compromissos, sem distrações. Apenas a presença, o olhar, o toque leve e os sorrisos que surgiam sem esforço. Caminhamos por trilhas cercadas de verde, colhemos frutas direto do pé, e rimos como se o mundo tivesse esquecido de nos cobrar qualquer coisa.

À noite, o céu estrelado nos envolveu como um cobertor silencioso. Falamos sobre sonhos, sobre o que fomos e o que ainda queremos ser. E ali, entre uma taça de vinho e o som distante de grilos, entendi que felicidade mora nas coisas simples e que ela se multiplica quando compartilhada com quem nos faz sentir em casa, mesmo longe de tudo.
Foi só um final de semana. Mas foi inteiro. Foi leve. Foi nosso.




Há momentos que não precisam de legenda. Só de silêncio, céu aberto e calor humano.

Depois de semanas corridas, decidimos fugir. Não para longe, mas para perto do que realmente importa. O campo nos recebeu com sua calma ancestral, e ali, entre o cheiro da terra e o crepitar da fogueira, reencontramos o que a rotina quase nos fez esquecer: o prazer da presença, o valor do tempo compartilhado, o amor que se acende mesmo quando tudo parece escuro.

Este post é sobre isso. Sobre um final de semana que não foi apenas descanso, foi cura. Foi abraço. Foi verdade.


Férias chegando e o mundo lá fora nos aguardando...

Vídeo e Imagem feitos em Itariri - SP em 22/11/2025
 

Ideologia política no Brasil: entre discursos, conflitos e fragilidades.

A ideologia política no Brasil ocupa um espaço central na organização da sociedade, mas também revela uma série de dificuldades que impactam diretamente a relação entre eleitores e partidos. Embora, em teoria, as ideologias sirvam como guias para compreender projetos de país e orientar políticas públicas, na prática brasileira elas frequentemente se tornam instrumentos de polarização, manipulação e desconfiança.
Um dos principais problemas é a fragilidade dos partidos políticos. Muitas siglas carecem de identidade ideológica consistente, mudando de posicionamento conforme alianças temporárias, interesses eleitorais ou circunstâncias regionais. Isso gera confusão entre os cidadãos, que têm dificuldade de identificar valores e propostas reais de cada partido. Em vez de funcionarem como instituições estáveis, muitos acabam se comportando como blocos eleitorais momentâneos, afastando o eleitorado e prejudicando a formação de uma cultura política sólida.
Entre os eleitores, a polarização crescente também traz consequências negativas. Boa parte do debate político se transforma em disputas emocionais, em que rótulos como “direita”, “esquerda” ou “centro” são usados para simplificar realidades complexas, muitas vezes sem compreensão profunda de seus significados. Essa superficialização do discurso estimula conflitos, fake news e intolerância, substituindo o diálogo democrático por hostilidade e desinformação.
Outro aspecto preocupante é o distanciamento entre expectativas populares e práticas políticas. Muitos cidadãos se sentem representados por ideias, mas não pelos partidos que deveriam defendê-las. Isso amplia a descrença na política institucional, fortalece discursos antidemocráticos e alimenta a sensação de que “todos os políticos são iguais”, mesmo quando existem diferenças reais entre programas e agendas.
Há também a influência das redes sociais, que, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso à informação, intensificam bolhas ideológicas e discursos extremados. As plataformas acabam reforçando percepções distorcidas, facilitando a circulação de conteúdos manipulados e tornando o ambiente político ainda mais tenso.
Em síntese, o cenário político brasileiro revela uma tensão constante entre ideologias, partidos e eleitores. A ausência de clareza programática, aliada à polarização afetiva e à desinformação, gera múltiplas situações negativas que fragilizam o debate público e a confiança na democracia. Superar essas questões exige educação política, fortalecimento institucional e disposição para o diálogo elementos essenciais para construir um ambiente político saudável, plural e verdadeiramente representativo.