quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

Mãos Dadas!

Andar de mãos dadas com quem se ama é um gesto simples, quase silencioso, mas carregado de significados profundos. É a forma mais delicada de dizer “estou aqui”, mesmo quando nenhuma palavra é dita. As mãos entrelaçadas criam um elo invisível que conecta corações, acalma medos e transforma o caminhar comum em um percurso cheio de afeto.

Nesse gesto, cabe o cuidado, a confiança e a promessa silenciosa de companhia. É dividir o ritmo dos passos, ajustar-se ao outro, sentir a presença firme que transmite segurança. Andar de mãos dadas é caminhar sabendo que, independentemente do destino, o mais importante já está ao seu lado.

Há amor no calor das mãos, na troca de energia, no conforto que nasce do toque. É ali que se confirmam os sentimentos sinceros, longe de discursos grandiosos. Porque quem ama de verdade não precisa provar basta segurar a mão e seguir junto, enfrentando o mundo com a certeza de que o amor, quando compartilhado, torna qualquer caminho mais leve.



Feliccità Pousada: Estr. Municipal Pedro Rosa da Silva 1515, Extrema, MG, 37640-000


Dias Mágicos... Dias Felizes... Nós!!! - 25/12/2025

R$ 1.621,00 e o país dos cofres cheios: para poucos.

Hoje o salário mínimo foi reajustado para R$ 1.621,00. O anúncio veio acompanhado de sorrisos, gráficos coloridos e discursos sobre responsabilidade social. Do alto dos palanques e gabinetes climatizados, parece mesmo suficiente.

Afinal, quem decide o valor não vive com ele.
Na vida real, esse salário precisa sustentar uma família inteira: pai, mãe, dois filhos. Precisa pagar aluguel, água, luz, gás, transporte, comida, remédio e, se sobrar algum trocado, a esperança.
Mas não sobra. Nunca sobra. A matemática do trabalhador não fecha porque foi sabotada desde o início.
Enquanto isso, em Brasília e nas capitais, os cofres públicos seguem sangrando, não por falta de recursos, mas por excesso de desvios. Verbas que deveriam fortalecer a saúde, a educação e a assistência social evaporam em esquemas, rachadinhas, contratos superfaturados, emendas sem transparência e privilégios que não conhecem crise.
O trabalhador aperta o cinto. O político afrouxa a gravata.
R$ 1.621,00 é tratado como conquista, mas basta visitar um mercado para entender a farsa. O arroz sobe, o feijão sobe, o óleo sobe. O aluguel dispara. O transporte encarece. Já o salário mínimo sobe devagar, como se pedisse desculpas por existir. A inflação não espera, mas o reajuste sempre chega atrasado e incompleto.
É impossível ignorar o contraste: de um lado, famílias que escolhem entre comer carne ou pagar a conta de luz, do outro, representantes públicos com salários robustos, auxílios acumulados, verbas indenizatórias e benefícios que jamais passam pela prova do caixa do supermercado.
Fala-se muito em responsabilidade fiscal, mas pouco em responsabilidade moral. Se parte significativa do dinheiro público não fosse desviada para bolsos privados, talvez o salário mínimo pudesse, de fato, cumprir seu papel constitucional: garantir uma vida digna.
Mas no Brasil, o mínimo segue sendo apenas isso: o mínimo para sobreviver. E o máximo continua reservado a quem governa sem sentir o peso da própria decisão.
R$ 1.621,00 não revela apenas um valor econômico. Revela um país onde o sacrifício é coletivo, mas o lucro é seletivo. Onde o povo paga a conta e poucos brindam com o dinheiro público.
Detalhe: hoje é noite de Natal e a maioria do povo brasileiro ainda espera uma cesta básica mínima de alguma Organização Social séria e assim ter algo para colocar no prato.
NOJO DEFINE...

OBS: E ainda tem aqueles que esperam completar 65 anos para receberem BPC e falar que é APOSENTADORIA... CAPAZ!!!


O Peso do Vazio

Há dias em que o mundo parece barulhento demais. Não por causa das pessoas, mas por causa do vazio que elas carregam. Um vazio que brilha, que posa, que se exibe e que, de tão raso, faz eco.

A futilidade virou moda. Virou hábito. Virou até virtude em alguns cantos. É como se pensar tivesse se tornado um esforço desnecessário, e sentir, um luxo ultrapassado. As conversas se encolhem, as ideias se achatam, e o que sobra é uma coleção de superficialidades embaladas como se fossem grandes tesouros.

E o mais curioso é que ninguém percebe quando começa a escorregar para esse lugar. A futilidade chega devagar, como quem não quer nada. Primeiro rouba cinco minutos. Depois rouba a atenção. Depois rouba a capacidade de se indignar. E quando a gente vê, já está ali, repetindo frases prontas, vivendo no automático, achando normal o que nunca deveria ter sido.

É por isso que a frase dói:

“A futilidade deixa o ser humano cada dia mais imbecil.”

Dói porque é verdade.

Dói porque é urgente.

Dói porque, no fundo, a gente sabe que está cercado por isso — e às vezes até participa sem perceber.

Mas também existe resistência.

Existe quem ainda se incomode.
Quem ainda questione.
Quem ainda prefira a profundidade ao espetáculo.
Quem ainda escolha o silêncio cheio de sentido ao barulho cheio de nada.

E talvez seja isso que nos salva: a capacidade de olhar para o mundo e não aceitar o raso como destino. De cultivar pensamento, sensibilidade, lucidez. De perceber que, enquanto muitos se distraem com o brilho, há quem floresça como os girassóis buscando luz de verdade, não reflexo.

Porque, no fim, a futilidade pode até ser barulhenta.
Mas é o pensamento que permanece.



domingo, 23 de novembro de 2025

Onde o tempo parou para nós dois


O tempo desacelerou. Longe da pressa da cidade, o campo nos recebeu com seus silêncios cheios de significado. O céu parecia mais azul, o vento mais gentil, e cada detalhe do cheiro da terra molhada ao canto dos pássaros parecia conspirar a favor da paz.

Estávamos só nós dois. Sem notificações, sem compromissos, sem distrações. Apenas a presença, o olhar, o toque leve e os sorrisos que surgiam sem esforço. Caminhamos por trilhas cercadas de verde, colhemos frutas direto do pé, e rimos como se o mundo tivesse esquecido de nos cobrar qualquer coisa.

À noite, o céu estrelado nos envolveu como um cobertor silencioso. Falamos sobre sonhos, sobre o que fomos e o que ainda queremos ser. E ali, entre uma taça de vinho e o som distante de grilos, entendi que felicidade mora nas coisas simples e que ela se multiplica quando compartilhada com quem nos faz sentir em casa, mesmo longe de tudo.
Foi só um final de semana. Mas foi inteiro. Foi leve. Foi nosso.




Há momentos que não precisam de legenda. Só de silêncio, céu aberto e calor humano.

Depois de semanas corridas, decidimos fugir. Não para longe, mas para perto do que realmente importa. O campo nos recebeu com sua calma ancestral, e ali, entre o cheiro da terra e o crepitar da fogueira, reencontramos o que a rotina quase nos fez esquecer: o prazer da presença, o valor do tempo compartilhado, o amor que se acende mesmo quando tudo parece escuro.

Este post é sobre isso. Sobre um final de semana que não foi apenas descanso, foi cura. Foi abraço. Foi verdade.


Férias chegando e o mundo lá fora nos aguardando...

Vídeo e Imagem feitos em Itariri - SP em 22/11/2025
 

Ideologia política no Brasil: entre discursos, conflitos e fragilidades.

A ideologia política no Brasil ocupa um espaço central na organização da sociedade, mas também revela uma série de dificuldades que impactam diretamente a relação entre eleitores e partidos. Embora, em teoria, as ideologias sirvam como guias para compreender projetos de país e orientar políticas públicas, na prática brasileira elas frequentemente se tornam instrumentos de polarização, manipulação e desconfiança.
Um dos principais problemas é a fragilidade dos partidos políticos. Muitas siglas carecem de identidade ideológica consistente, mudando de posicionamento conforme alianças temporárias, interesses eleitorais ou circunstâncias regionais. Isso gera confusão entre os cidadãos, que têm dificuldade de identificar valores e propostas reais de cada partido. Em vez de funcionarem como instituições estáveis, muitos acabam se comportando como blocos eleitorais momentâneos, afastando o eleitorado e prejudicando a formação de uma cultura política sólida.
Entre os eleitores, a polarização crescente também traz consequências negativas. Boa parte do debate político se transforma em disputas emocionais, em que rótulos como “direita”, “esquerda” ou “centro” são usados para simplificar realidades complexas, muitas vezes sem compreensão profunda de seus significados. Essa superficialização do discurso estimula conflitos, fake news e intolerância, substituindo o diálogo democrático por hostilidade e desinformação.
Outro aspecto preocupante é o distanciamento entre expectativas populares e práticas políticas. Muitos cidadãos se sentem representados por ideias, mas não pelos partidos que deveriam defendê-las. Isso amplia a descrença na política institucional, fortalece discursos antidemocráticos e alimenta a sensação de que “todos os políticos são iguais”, mesmo quando existem diferenças reais entre programas e agendas.
Há também a influência das redes sociais, que, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso à informação, intensificam bolhas ideológicas e discursos extremados. As plataformas acabam reforçando percepções distorcidas, facilitando a circulação de conteúdos manipulados e tornando o ambiente político ainda mais tenso.
Em síntese, o cenário político brasileiro revela uma tensão constante entre ideologias, partidos e eleitores. A ausência de clareza programática, aliada à polarização afetiva e à desinformação, gera múltiplas situações negativas que fragilizam o debate público e a confiança na democracia. Superar essas questões exige educação política, fortalecimento institucional e disposição para o diálogo elementos essenciais para construir um ambiente político saudável, plural e verdadeiramente representativo.

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A Prova Nacional Docente: um retrato das exigências e pressões sobre o professor brasileiro

Entre o ideal da valorização e a realidade do desgaste, o novo exame nacional revela muito sobre o cenário educacional no Brasil.

No último mês, milhares de professores e estudantes de licenciatura enfrentaram a primeira edição da Prova Nacional Docente (PND), uma iniciativa do Ministério da Educação que promete transformar o acesso à carreira pública no magistério. Com mais de 1 milhão de inscritos, a prova foi apresentada como um instrumento de valorização e qualificação docente. Mas, para quem esteve do outro lado da carteira, a experiência foi marcada por um misto de frustração, exaustão e reflexão.

A estrutura da PND impressiona: 80 questões objetivas e uma discursiva, distribuídas em dois blocos: Formação Geral e Componente Específico, com duração total de 5 horas e 30 minutos. O conteúdo exigido vai desde legislação educacional e teorias pedagógicas até conhecimentos aprofundados da área de atuação. Para muitos, o nível de complexidade das questões e o tempo apertado tornaram a prova não apenas difícil, mas emocionalmente desgastante.

Relatos de candidatos apontam para um sentimento comum: a sensação de que a prova não mede apenas conhecimento, mas também resistência física e mental. E isso ficou ainda mais evidente no tema da redação.

O tema da redação: idadismo e práticas pedagógicas inclusivas

A proposta discursiva abordou o idadismo, termo que se refere ao preconceito ou discriminação com base na idade, especialmente contra pessoas mais velhas. Os candidatos foram convidados a refletir sobre como esse tipo de preconceito pode se manifestar na sociedade e, mais especificamente, no ambiente escolar.

Além de argumentar sobre o tema, os participantes precisaram propor uma atividade pedagógica inclusiva que pudesse ser aplicada em sala de aula para combater o idadismo. Isso exigiu não apenas domínio da escrita, mas também criatividade, sensibilidade social e conhecimento prático da realidade escolar.

Para muitos, o desafio foi duplo: compreender um conceito pouco abordado na formação inicial e, ao mesmo tempo, elaborar uma proposta coerente, viável e alinhada às diretrizes educacionais. O tema, embora relevante, surpreendeu pela complexidade e pela necessidade de articulação entre teoria e prática.

Um exame que exige mais do que preparo técnico

Além dos conteúdos cobrados, a Prova Nacional Docente revelou o quanto o professor precisa estar preparado para lidar com temas sociais, éticos e pedagógicos de forma integrada. A escolha do idadismo como tema da redação reforça a importância de uma educação que valorize todas as gerações e promova o respeito à diversidade etária.

No entanto, é preciso reconhecer que muitos candidatos saíram da prova com a sensação de sobrecarga. A extensão do exame, o nível de exigência e a pressão por resultados colocam em xeque o equilíbrio entre avaliação rigorosa e cuidado com o profissional da educação.

A PND pode ser um passo importante rumo à valorização do magistério, desde que venha acompanhada de diálogo, escuta ativa e políticas que respeitem quem já carrega nas costas o desafio diário de educar em um país tão desigual.

Porque mais do que medir, é preciso compreender. E mais do que cobrar, é preciso apoiar.


📝 Prova Nacional Docente
📚 Extensa. Difícil. Exaustiva.
💭 Mais do que medir conhecimento, é preciso compreender a realidade de quem educa.

IZA LIMA - PEDAGOGA: 26/10/2025 - ETEC REGISTRO - SP

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

📚✨ HTPC: muito além do planejamento!

Na correria da sala de aula, o professor enfrenta desafios diários: adaptar estratégias, acolher a diversidade, avaliar com sensibilidade e manter o brilho no olhar dos alunos. E é no HTPC. Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo, que tudo isso ganha força!

Esse momento é mais que reunião: é espaço de escuta, troca, estudo e construção coletiva. É onde o professor se fortalece, compartilha saberes e transforma práticas.

Porque educar é coletivo. E o HTPC é o coração pulsante dessa missão! 💬❤️

#EducaçãoTransformadora #HTPC #RotinaDocente #ProfessorEmAção #PlanejamentoPedagógico #FormaçãoContinuada



EMEIF ANNA MARIA CHAVES - CAJATI/SP

domingo, 19 de outubro de 2025

🌿 A Beleza da Solitude: Quando Estar Sozinha é um Ato de Amor-Próprio

Vivemos em uma sociedade que valoriza o estar acompanhado. Desde cedo, somos ensinados que a felicidade está em compartilhar, em pertencer, em estar cercado. E embora a conexão humana seja essencial, há uma dimensão igualmente rica e poderosa na solitude, essa escolha consciente de estar consigo mesma.

Solitude não é solidão. Solidão é ausência, é vazio, é o eco de uma presença que falta. Solitude, por outro lado, é presença plena: é estar inteira em si, é ouvir os próprios pensamentos sem ruído externo, é cultivar um espaço onde a alma respira.

Muitas vezes, o viver sozinha é visto com preocupação. Psicólogos, familiares, amigos podem associar isso ao isolamento ou à tristeza. Mas para algumas pessoas, como eu  viver só é uma forma de liberdade emocional. É onde encontro paz, criatividade, autonomia e, acima de tudo, autenticidade.

Na solitude, aprendi a me escutar. Descobri que meu silêncio tem voz, que minha companhia é suficiente, que meu lar interno é seguro. Não se trata de rejeitar o outro, mas de reconhecer que o encontro mais profundo começa dentro de mim.

Claro, há dias em que o mundo parece distante demais. Mas, nesses momentos, não me falta amor, me sobra tempo para cuidar de mim, para escrever, para dançar na sala, para tomar café olhando o céu. A solitude me ensinou que estar só não é estar vazia, é estar cheia de mim.

Se você, como eu, ama sua solitude, saiba que ela não precisa ser explicada. Ela é válida, rica, e pode ser profundamente saudável. O importante é que seja uma escolha, não uma prisão. Que seja leve, não solitária. Que seja sua.



Iza Lima - Sempre Iza!!!



quarta-feira, 15 de outubro de 2025

🌱 Educar é semear humanidade

Em cada sala de aula, há mais do que carteiras e quadros: há sonhos em construção, histórias em movimento e futuros sendo moldados. Ser professora de Pedagogia, Sociologia, História e Educação Especial é como carregar um mapa do mundo nas mãos e, ao mesmo tempo, uma bússola para guiar corações.

A Pedagogia nos ensina que educar é um ato de amor e coragem. É olhar para cada aluno como um universo único, cheio de possibilidades. A Sociologia nos convida a enxergar além das paredes da escola, compreendendo os contextos sociais que atravessam cada trajetória. A História nos lembra que somos parte de uma longa caminhada, e que cada aula pode ser um ponto de virada na vida de alguém. E a Educação Especial nos desafia a romper barreiras, construir pontes e garantir que ninguém fique para trás.

Educar é resistir. É acreditar no poder da escuta, da empatia e da transformação. É saber que, mesmo diante dos desafios, cada gesto de acolhimento pode acender uma luz no caminho de quem aprende.

Neste blog, compartilho não apenas saberes, mas também afetos. Porque ensinar é, acima de tudo, tocar vidas. E quando tocamos vidas com respeito, sensibilidade e compromisso, deixamos marcas que nem o tempo apaga.

Que este espaço seja um abrigo para reflexões, trocas e inspirações. Afinal, como dizia Paulo Freire, “Educar é um ato político”. E aqui, escolhemos todos os dias o lado da esperança.



15 de Outubro de 2025 - DIA DO PROFESSOR
EMEIF ANNA MARIA CHAVES - CAJATI - SP

domingo, 12 de outubro de 2025

🌿 Vamos tratar de viver

Há uma frase que ecoa como um chamado à consciência: “Se vamos todos morrer, então vamos tratar de viver.” Nando Reis, com sua sensibilidade inconfundível, nos lembra que a finitude não é um fardo, é um convite.

Vivemos como se houvesse tempo de sobra. Guardamos sonhos na gaveta, deixamos abraços para depois, adiamos conversas que poderiam curar. Mas a verdade é simples e inevitável: somos finitos. E é justamente essa finitude que dá sabor à existência.

Vivemos cercados por prazos, metas, compromissos. Corremos atrás do tempo como se ele fosse um inimigo, quando na verdade ele é o palco onde tudo acontece. A morte, essa certeza que nos iguala, deveria ser menos um tabu e mais um lembrete: estamos aqui, agora. E isso é precioso.

Tratar de viver é mais do que respirar. É sentir o sol na pele, rir até a barriga doer, chorar sem vergonha, amar sem medida. É se permitir errar, recomeçar, aprender. É olhar para o outro com empatia, cultivar amizades, abraçar com vontade. É fazer perguntas, mudar de ideia, se reinventar.

A vida não espera. Ela pulsa, escapa, surpreende. E enquanto ela acontece, temos a chance de fazer dela algo memorável. Não por grandes feitos, mas por pequenos gestos que nos conectam ao que realmente importa.

Então, que essa frase não seja apenas um verso bonito. Que seja um mantra. Um lembrete diário de que, já que estamos aqui, vamos viver com coragem, com afeto, com presença.

Porque viver é a única resposta que faz sentido diante da morte.



Imagem feita na Praia de Copacabana - Out/25

Viajar é VIVER!!!

domingo, 5 de outubro de 2025

Manipulação Emocional: Quando a Mentira Vira Arma

Nem toda mentira é contada com palavras. Algumas são construídas com gestos, silêncios, olhares e promessas vazias. A manipulação emocional é uma forma sutil e perigosa de enganar, onde o objetivo não é apenas esconder a verdade, mas controlar sentimentos, decisões e até a percepção da realidade.

Pessoas manipuladoras sabem exatamente como mexer com o emocional do outro. Elas usam culpa, medo, afeto e até elogios como ferramentas para manter o controle. Criam narrativas que parecem verdadeiras, distorcem fatos, se fazem de vítimas e, muitas vezes, convencem você de que o problema é seu, mesmo quando claramente não é.

O mais cruel da manipulação emocional é que ela não grita. Ela sussurra. Ela se infiltra aos poucos, até que você começa a duvidar de si mesmo, a justificar atitudes injustificáveis, a aceitar menos do que merece. E quando você percebe, está preso em uma teia de mentiras que parecem verdades, porque foram contadas com emoção.

Reconhecer esse tipo de comportamento exige coragem. É preciso observar padrões, escutar o que não é dito, e confiar na própria intuição. Manipuladores raramente mudam. Mas quem se liberta deles, muda completamente e para melhor.

Se você já passou por isso, saiba: não foi fraqueza acreditar. Foi força sobreviver. E agora, é sabedoria seguir em frente.




domingo, 14 de setembro de 2025

A Vida e Suas Nuances

 A vida é uma tapeçaria tecida com fios de alegrias, dores, descobertas e mistérios. Ela não se apresenta em tons absolutos, mas em uma paleta infinita de nuances que nos desafiam a enxergar além do óbvio.

Há dias em que tudo parece claro, como o céu depois da tempestade. Em outros, a neblina da dúvida nos envolve, e cada passo exige coragem. A vida não é linear. Ela pulsa, muda de ritmo, nos surpreende. E é justamente nessa imprevisibilidade que reside sua beleza.

As conquistas nos elevam, mas são os tropeços que nos ensinam. O amor nos aquece, mas é a ausência que nos revela o valor da presença. A rotina pode parecer monótona, mas nela também florescem os pequenos milagres: um sorriso inesperado, um gesto gentil, uma palavra que toca fundo.

Viver é aceitar que nem tudo será como planejamos. É aprender a dançar com o caos, a encontrar sentido mesmo quando tudo parece desordenado. É permitir-se sentir, sem pressa, sem culpa e reconhecer que cada emoção tem seu papel na construção de quem somos.

No fim, a vida é feita de momentos. Alguns intensos, outros sutis. E cada um deles, com suas cores e sombras, compõe o quadro único da nossa existência.




sábado, 13 de setembro de 2025

Um Final de Semana Perfeito na Praia

Sol querendo aparecer, brisa suave e o som das ondas quebrando na areia. Assim começa o final de semana dos sonhos, {dos meus sonhos}. Acordar cedo no sábado,👫 com o céu tingido de tons alaranjados, e caminhar descalça pela orla, sentindo a areia fria entre os dedos. O café da manhã é simples, mas saboroso: frutas frescas, pão de queijo e um suco gelado de maracujá, terminando com um café puro. A mesma pousada pé na areia de sempre...

Durante o dia, o tempo se divide entre caminhadas, algumas compras na feirinha e cochilos sob o guarda-sol. O mar convida para longas conversas, risadas espontâneas e aquele silêncio confortável que só a natureza proporciona. O almoço será um peixe grelhado com arroz e salada de alface com rúcula, servido num quiosque com vista para o horizonte.

À tarde, a praia ganha tons dourados e o clima fica ainda mais mágico. As crianças constroem castelos de areia, os casais caminham de mãos dadas e os amigos se reúnem para jogar conversa fora. O pôr do sol é um espetáculo à parte, como sempre um quadro vivo pintado pelo universo.

À noite, o som do violão ecoa entre as barracas, acompanhado por vozes que cantam em coro. A lua reflete no mar e a areia parece brilhar sob meus pés. O jantar é leve, tapioca recheada e uma caipirinha de kiwi de bem servidas. E antes de dormir, uma última caminhada sob as estrelas, com o coração leve e a alma em paz.

Domingo, tudo se repete com a mesma beleza, mas com aquele gostinho de despedida. E ao voltar para casa, o corpo pode estar cansado, mas a mente está renovada, cheia de memórias salgadas, risos ao vento e a certeza de que a praia é sempre um bom lugar para reencontrar a felicidade.

Sempre será assim... 




sexta-feira, 12 de setembro de 2025

🌱 Ser Pedagoga: Entre o Encanto e a Coragem

Ser pedagoga é mais do que ensinar, é cultivar. É olhar para cada criança como uma semente única, com tempo próprio para florescer, e acreditar que mesmo nos terrenos mais áridos, o conhecimento pode brotar. 

É mágico ver os olhos brilhando diante de uma descoberta, ouvir as primeiras palavras escritas com esforço e orgulho, sentir que, de alguma forma, você está ajudando a construir futuros. A pedagogia é feita de pequenos milagres diários: um abraço espontâneo, um “obrigado” sincero, um aluno que supera seus próprios limites. 

Mas também é feita de batalhas silenciosas. 

👩‍🏫 As coisas boas: 

A conexão profunda com os alunos, que muitas vezes enxergam na pedagoga uma figura de afeto e segurança. 

A possibilidade de transformar vidas, especialmente quando se trabalha com crianças em situação de vulnerabilidade. 

A criatividade constante: cada aula é uma nova chance de reinventar o mundo. 

O aprendizado mútuo: a pedagoga ensina, mas também aprende, todos os dias. 

😔 Os desafios: 

A valorização profissional ainda é um caminho em construção. Muitos pedagogos enfrentam salários baixos e falta de reconhecimento. 

A sobrecarga emocional: lidar com histórias difíceis, com a falta de recursos, com a pressão por resultados. 

A burocracia que, por vezes, sufoca a liberdade de ensinar com sensibilidade. 

A luta diária para manter a esperança viva em ambientes que nem sempre favorecem o florescimento. 

Mesmo assim, a pedagoga segue. Com cadernos cheios de planos, olhos atentos aos detalhes, e um coração que insiste em acreditar. Porque educar é um ato de resistência. E também de amor. 

  


Eu estou PEDAGOGA... Eu sou PEDAGOGA!!!






🌿 Ser Assistente Social: A Arte de Cuidar do Invisível

Ser assistente social é caminhar entre mundos que muitos não enxergam. É ouvir o que não foi dito, acolher o que foi esquecido, lutar pelo que foi negado. É ser ponte entre direitos e realidades, entre esperança e ação.

É vestir a coragem todos os dias, enfrentar sistemas que excluem, e ainda assim manter o olhar doce e firme. É entender que cada pessoa carrega uma história, e que nenhuma dor deve ser ignorada. O assistente social não oferece apenas ajuda — ele oferece dignidade.

Na escuta sensível, no olhar atento, na palavra que empodera, está o verdadeiro poder dessa profissão. Ser assistente social é acreditar que a transformação começa no afeto, mas se concretiza na luta.

Não é só profissão. É missão. É resistência. É amor em forma de política pública.



🌻 Entre Vozes e Silêncios


Na lida diária, entre portas fechadas,

Surge alguém que escuta as jornadas caladas.

Com olhos atentos e alma estendida,

O assistente social dá sentido à vida.

Não veste capa, mas enfrenta batalhas,

Contra o descaso, as feridas, as falhas.

É ponte, é chão, é abraço que guia,

É quem semeia justiça todo dia.

Conhece o peso do mundo nos ombros,

E mesmo cansado, não perde os contornos

Do sonho que pulsa, da causa que chama,

Do direito negado que vira chama.

É verbo em ação, é afeto que age,

É quem transforma dor em coragem.

Ser assistente social é ser farol,

Na noite escura, é ser o sol.


segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Me desconecto das redes para me reconectar com a vida. 🌿✨

 

Hoje encerro um ciclo. Resolvi me libertar das redes sociais.

Durante muito tempo elas me serviram de janela para o mundo, espaço de encontros, notícias, afetos e até de distração em dias difíceis. Mas com o passar das horas, dos anos e das experiências, percebi que essa mesma janela também se tornou uma prisão invisível, onde o tempo escorre sem percebermos e onde a vida, aos poucos, deixa de ser vivida para ser exibida.

As redes nos oferecem a ilusão de estarmos conectados, mas muitas vezes nos afastam da conexão mais essencial: a que temos conosco e com aqueles que realmente caminham ao nosso lado. Quantas vezes trocamos o silêncio precioso por barulhos digitais? Quantas vezes preferimos a tela ao encontro real, ao abraço quente, ao olhar atento?

Sair daqui é um ato de coragem e de cuidado comigo mesma. É abrir espaço para o silêncio, para o olhar que se encontra sem filtro, para a palavra que se escuta sem notificações. É dar mais valor ao que se sente do que ao que se publica.

Não é uma fuga, é um retorno. Retorno a mim, ao real, ao simples.

Quem quiser me encontrar, que me encontre na vida: nos gestos, nos abraços, na presença.